quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Nostálico37

No Rio de Janeiro aproxima-se o Carnaval do Rio com as escolas de samba a desfilarem no sambódromo, em Hollywood chega nos próximos dias a noite dos Óscares, e o desfile de estrelas na passadeira vermelha (também numa edição anterior supôs-se a entrega de “Óscares” em Monchique, e até das 7 maravilhas do nosso concelho…), na Catedral da Luz disputa-se a meia-final da Taça da Liga entre o Glorioso SLB e o vizinho da 2ªcircular, que ontem “levou duas secas” em Alvalade, junto ao Lidl, e também na Catedral da Luz disputar-se-á a 2ªmeia-final da Taça de Portugal com a equipa das Antas (onde também “levaram duas secas” na 1ªmeia-final desta taça…).
Mas, em Monchique, aproxima-se o fim-de-semana da Feira dos Enchidos, onde além dos famosos enchidos, poderemos provar a nossa aguardente de medronho, o mel e um conjunto de pratos típicos servidos nos restaurantes locais, para os dignos visitantes degustarem.
Os espectáculos musicais, não sendo propriamente do agrado de quem “levou” com Quim Barreiros em todas as semanas académicas da década de 90, vai decerto agradar a quem não perderá a oportunidade para “pôr o carro, tira o carro na garagem da vizinha”, ver a “Cabritinha”, e ser um verdadeiro “mestre de culinária”…
Enfim, que o São Pedro esteja com o nosso certame, e que a apregoada crise passe depressa, para que muitos de nós ainda possam visitar a feira dos enchidos num futuro pavilhão construído para o efeito, e não só.

Numa discussão informal de há uns tempos atrás sobre as ruas de Monchique, onde naturalmente defendia a “minha” rua Serpa Pinto, a mais extensa rua de Monchique, imaginei como seria uma conversa entre Serpa Pinto, Calouste Gulbenkian e o Engenheiro Duarte Pacheco.
Não duvido que pelo carácter explorador e aventureiro de Serpa Pinto, este avançaria com uma proposta à empresa que pretende “estragar” a encosta sul da Picota com uma exploração mineira, para que com ele fizessem um expedição entre a Foz do Vale (Alferce) e a Benafátima com o objectivo de encontrarem feldspato ou até mesmo ouro, e quiçá petróleo, nessas encostas e vales sem presença humana, e sem grandes riscos de impacto ambiental e paisagístico, ou no limite bem inferiores onde não podemos ver destruída a nossa serra!

Já Calouste Gulbenkian ofereceria algum do seu espólio para o museu de Monchique, que ao descobrir a sua inexistência, verificaria de imediato uma série de edifícios degradados e abandonados na nossa vila (até mesmo no Largo dos Chorões), capazes de receber não só esse espólio, como tantas outras peças que fariam a delicia de quem nos visitasse. No entanto, ficaria triste por o seu nome estar associado a uma rua em Monchique que invariavelmente “levava” grandes “coças” da sua vizinha Rua Serpa Pinto nos torneios de futebol de rua nos anos 80! De imediato, Serpa Pinto convidaria Calouste Gulbenkian para a sua expedição nas serras a norte de Monchique, e tudo ficaria muito bem, acrescido de um convite para participarem numa “estila” local.

Por último, o Engenheiro Duarte Pacheco solicitaria um parecer para uma grande obra, mas entendendo que esse parecer faria parte de uma “soap-opera” sem final à vista, atiraria o mesmo para o lixo e recordaria as suas obras no inicio do “Estado Novo”, e como elas ainda perduram, para convencer os habitantes de Monchique que se uma ponte entre a Picota e a Fóia podia ser considerada megalómana e sem grande utilidade (à imagem do seu colega da ordem dos engenheiros com nome de filosofo grego, que teima na construção de um conjunto de obras sem grande necessidade para o período em que vivemos), o eventual aumento da sua rua em Monchique, ou a viabilização de outro acesso à Fóia podia reservar para “outras núpcias” a construção de um merecedor e verdadeiro acesso à Picota, que tanto reclama com a sua irmã de 900 metros a discriminação a que sempre foi reservada.

Serpa Pinto e Calouste Gulbenkian acalmariam a tendência de fazer obra de Duarte Pacheco com o natural convite para os acompanhar na referida “Estila”. Com alguma sorte, a história ainda os permitiria assistir ao concerto do grupo Sete Saias na Feira dos Enchidos deste ano.
Despeço-me até à próxima, e a 80 à hora, com um cumprimento especial para a Geração de Feldspato. Perdão! De “oiro”…

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Nostálico36

Ninguém imagina a satisfação que tenho, derivada da merecida exposição “A Águia de Bonelli no sul de Portugal”, que estará presente no Espaço Jovem de Monchique até ao próximo dia 11 de Fevereiro.
Em 1988, por iniciativa de um amigo que estava ligado a uma organização de defesa dos animais, desloquei-me à Fóia para observar de perto a Águia de Bonelli no seu habitat de Monchique.
Conseguimos tirar fotos espectaculares mas, curiosamente também detectamos a presença de uma outra espécie de águia, a Águia-Cobreira.
Também é comum aparecer uma outra espécie de águia, a Águia de Asa-redonda, de acordo com a informação desse amigo que além da observação de águias, também gastava algum do seu tempo a observar o musgo dos muros dos nossos caminhos…

Convido-os a imaginar o diálogo entre as duas espécies de águias em Monchique:

Bonelli – Gostas muito de dar umas voltas pela ria de Alvor para veres umas “paisagens” interessantes, e agora se quiseres uma exposição, solicita-a ao homem da Luz de Portimão, porque o meu amigo Presidente gosta mais de mim do que de um animal imaginário, tipo dragão!
Cobreira – Não te armes em esperta, porque já convoquei o amigo lince, o tio javali, a dona raposa, o primo “escalavardo” e a lontra para uma manifestação nos paços do concelho.
Apenas faltará o lagarto, porque tem andado distraído a ser comido pelo dragão, e não quer desaparecer num bico de uma águia!
Não é justa essa discriminação! Só faltava dizeres que obtiveste o apoio do Glorioso SLB?
Bonelli – Não obtive apoio do maior clube do mundo, mas estou perto de convencer LFV para substituir o milhafre do Espanhol que fazia as delícias das equipas estrangeiras na catedral da Luz!
Cobreira – Sim, e imagino que numa perna levarias a bandeira de Monchique e na outra a bandeira do Glorioso?
Bonelli – Avança com a manifestação e ainda te põem em cima de um touro na próxima corrida em Monchique!
Cobreira – Não seja má-língua! Porta-te bem na exposição e defende a nossa classe, não vá o Presidente perder a cabeça, e promover uma sessão de cinema em Monchique sobre “Como treinares o teu dragão”!

Esquecendo esta pseudo discussão entre águias, será um prazer deslocar-me a Monchique para “in loco” estar presente na referida exposição.

Passando para temas mais interessantes e mais cómicos do que os diálogos imaginários entre águias, não podia deixar de mostrar alguma surpresa pelo desejo do homem das Antas em obter o concurso do árbitro Elmano Santos para a sua equipa (exactamente na jornada em que um curioso penalty permitiu ao “miúdo” manter a diferença pontual para o campeão em titulo!).
Como este espaço tem pretendido relembrar momentos e episódios de décadas anteriores, nada como também lamentar que o Glorioso SLB não tenha obtido os favores de árbitros como José Guimaro, Carlos Calheiros (o brasileiro), Alder Dante, José Pratas e tantos outros que precisavam de apoio psicológico na casa do homem das Antas. Mas, o apito dourado sempre esteve coberto por uma capa azul…

Finalmente, uma palavra de apreço pela conclusão da campanha eleitoral para as presidenciais, que mais parecia a velha guerra adolescente de “cinco contra um”…
Ou melhor, parecia que nunca mais acabava!
Afinal, e contrariando aquilo que ainda escrevi no facebook em relação a um potencial protesto em “branco”, fiquei Alegre pelo Nobre voto dos Portugueses e dos Monchiqueiros em particular, Defensor até dos votos de Coelhos, Lopes e Cavacos.

À velocidade de uma águia planando pelos cumes das nossas serras, despeço-me até à próxima.

O Nostálico35

Corria o ano de 1986, quando no 1º dia de aulas na então nova escola C+S de Monchique, já no decorrer do 2ºperiodo, após realização do 1º período do 8ºano de escolaridade (no meu caso), no antigo ciclo preparatório situado no antigo largo da feira de Monchique, eu e mais cinco colegas somos convidados para tirar uma fotografia à entrada da nova escola pelo então colaborador do Jornal de Monchique, João Vila. E, foi a partir desse número, depois de termos sido confrontados pelos outros colegas, e pela família e amigos, acerca da publicação dessa foto, que passei a dar a devida atenção ao Jornal de Monchique.
Por falar em ciclo preparatório, um conjunto de pavilhões pré-fabricados, recordo-me que não tive oportunidade de conhecer, como aluno, o colégio de Santa Catarina, sendo no entanto um espaço que guarda muitas histórias e recordações da nossa terra, mas, com vontade de, se falasse, gritar bem alto: “Salvem-me!”

Também foi no Jornal de Monchique que eu e o meu amigo Marco Águas publicamos o 1º espaço policiário, com um caso de grande “complexidade”, que resultou no envio de algumas respostas dos leitores do JM, ou melhor dizendo, dos inspectores/detectives Varatojo e Sherlock Holmes do nosso concelho.
Durante um pequeno período de tempo, apenas dois jornais em Portugal publicavam um espaço deste género, o Jornal de Monchique e o saudoso Diário Popular.

Enfim, apenas duas referências que, no meu caso pessoal marcam a relação com o nosso Jornal.

Mais recentemente, e após 19 anos a viver fora do nosso concelho, onde o Jornal de Monchique tem sido também um óptimo parceiro de divulgação das últimas noticias e novidades da nossa terra, tenho desenvolvido e escrito com muita satisfação algumas linhas de situações ocorridas no passado, algumas pequenas brincadeiras utilizando locais e eventos de Monchique, e obviamente também fazendo um comentário sempre “útil” da vida dos “três grandes” do futebol Português, ou melhor, um grande e Glorioso, e dois clubes de bairro de Lisboa e Porto, Alvalade e Antas.

Também já fiz 25 anos, e como recordo com muita saudade esse ano de realização da viagem de finalistas da universidade, espero que este ano de 2010 seja também motivo de satisfação quando recordado pelos colaboradores e leitores do JM daqui a muitos anos.

Termino a 80 luzes de Natal/hora para desejar um feliz aniversário ao JM, os desejos ainda maiores de um futuro com isenção e rigor nas noticias que todos os seus leitores anseiam, e por fim com os desejos de um Feliz Natal e Boas Festas para todos os leitores do JM, e em particular do Nostálico.

O Nostálico34

No fim-de-semana passado, aproveitando para não recordar os últimos episódios no meu clube, o tal que é o maior do mundo, além das maças que os adeptos leoninos enviaram “carinhosamente” para o seu antigo capitão, que deixou de tomar o seu pequeno almoço junto do autor deste texto na “mui nobre” aldeia da Atalaia, para beber um “cimbalinho” em Rio Tinto ou Gondomar antes da deslocação para o Olival, despertou-me à atenção no jogo entre o 2º e o 3º maior clube de Portugal, os movimentos (“saltinhos”) do treinador do Clube das Antas, que já tinham sucedido no jogo em Guimarães, movimentos esses que me fizeram lembrar um macaco chinês aos saltinhos!
Dado que não me parece justo associar a sua imagem à do melhor treinador do mundo, José Mourinho, julgo que esta associação é mais feliz, podendo até pensar-se nele em cima do ombro do “Marco”, à procura, não da sua mãe na Argentina, mas de novos jogadores (ou “jogadoras”!) para o clube do apito dourado.
Começo a ficar seriamente desconfiado que aquela malta é “obrigada” a beber alguma poção mágica, quando entra no mundo misterioso do Olival…

Por falar em macaquinho chinês, no final dos anos 80 em Monchique iniciei a minha pequena formação musical, aos sábados de manhã, na escola de música do Sr. Correia, na companhia dos meus amigos Rui Chaparro e Rui Marques, que mais tarde também me acompanharam na “Casa Ruvina” em Portimão, onde ficava enumeras vezes vidrado num orgão “Elka” de dois teclados.
Mas foi com o Sr. Correia que aprendemos os primeiros acordes, a arte de cantar os intervalos musicais (solfejo), e com quem tocamos pela primeira vez as músicas do “Órgão mágico”.
Inesquecível a 1ªmúsica tocada, “O balão do S. João”, e as actuações do trio maravilha, ao nível dos 3 tenores, Pavarotti, Domingo e Carreras, nomeadamente com o “rigolleto” “La Donna è mobile” de Verdi…
A relação do macaquinho das Antas com esta lembrança deve-se ao facto do Sr. Correia utilizar naquela data a imagem assustadora de um “velho chinês” quando o seu filho Ruben resolvia nos distrair com as suas diabruras.
(Um grande abraço para o Sr. Correia e para o Ruben)
Enfim, pela impossibilidade da existência, à data, de aulas de educação musical no antigo ciclo preparatório sito no largo em frente ao Mirante, onde hoje reside um parque de estacionamento, e também na C+S de Monchique, ficou a cargo do Sr. Correia, pelo menos para este restrito grupo de miúdos Monchiquenses, a formação musical adequada.
Também pela inexistência de educação física durante o mesmo período, foi no velhinho pelado do JDM, durante os treinos de iniciados, juvenis e juniores deste clube, que muitos jovens substituíram esta vertente tão importante do seu crescimento.

Depois da habitual crónica sobre a telenovela dos Andrades e das recordações da aprendizagem de música em Monchique, nada como o regozijo, ou não, da aprovação do orçamento de Estado para 2011, sendo que, ninguém está livre da chegada do “Tio” FMI, como muito bem o caracterizou o economista João Duque, e aproveitarmos para uma passagem pelo sapateiro, de forma a que este aumente um furo no já agastado cinto do povo trabalhador (Calma, amigo Edu! Por falar em povo trabalhador, e também pela barba à Guevara, nada me impede de também questionar como estaria o nosso Portugal se não tivesse ocorrido o atentado de Camarate, que vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, agora que passa mais um aniversário dessa infeliz data?).

Hoje não me despeço a 80Km à hora, mas sim a 90Km/h, porque na procura de temas dos Oasis no “Youtube” redescobri novamente excelentes temas dos “The Verve”, como “Lucky Men” e “Sonnet”, e sugiro que os oiçam, porque são hinos da última década do século passado…

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Nostálico33

Na década de 80 o que mais se aproximava da noite do “Halloween” em Monchique, era a abóbora laranja “metálica” que o meu amigo José Carlos tinha desenhado no seu casaco de ganga!
Agora, porque a minha filha tinha um trabalho da escola relacionado com a noite do “Halloween” e o dia de todos os santos, passei algumas horas da noite de domingo para segunda-feira, dia 1 de Novembro, a bater às portas (ou melhor, a passar a vergonha!) de alguns amigos em Portimão onde as minhas filhotas magnificamente vestidas de bruxinhas diziam num grito bem sonoro:
“- Doçura ou travessura?”

Na minha infância e juventude vividas em Monchique, o mais semelhante a este tipo de bater de portas, foram as noites de Janeiras e de Reis, e também quando ia buscar o leite ao Pé da Cruz (sim, leite num recipiente “Tupperware” directamente chegado das vaquinhas, anos antes de aparecerem os primeiros e famosos pacotes de leite de um litro!), e de regresso batíamos às portas dos vizinhos, muitas das vezes perseguidos por estes quando éramos descobertos!

Neste último fim-de-semana em Monchique, além da noite das bruxas, a memória levou-me aos magustos e aos cogumelos!
Se os magustos foram o que os nubentes de Monchique nascidos em 1972 e 1973 mais próximo estiveram dos tempos de tropa (80% da malta livre à inspecção), devido aos níveis bem elevados de carvão na cara, fazendo inveja a qualquer disfarce com carvão das nossa tropas em exercícios de guerra, foi uma deslocação à estrada do Alferce para apanharmos cogumelos que melhores recordações carrego sobre este tão delicioso alimento.
Na encosta da Umbria, num acesso à data bem complicado, sempre a subir para as Cortes, demos conta, junto de uma mata de eucaliptos, de algo que mais parecia uma plantação cuidada de cogumelos…
De facto, existem memórias que deviam estar suportadas por uma boa fotografia, mas nessa data, tinha muito mais piada estarmos munidos das “Tip-Top” e/ou das “BMX” do que uma máquina fotográfica para registar os momentos que hoje são inesquecíveis nas nossas memórias, fossem eles por exemplo a famosa apanha dos cogumelos, que pareciam plantados pela mão humana, ou as também famosas quedas das bicicletas, numa fase em que ainda não existia a “obrigação” dos agora obrigatórios capacetes!
Enfim, esta aventura culminou com uma saca bem cheia de cogumelos, que encheu em poucos minutos, porque éramos seis amigos a disputar o título de Rei do Cogumelo!

Para terminar, e porque falei em castanhas e cogumelos, nada como uma espreitadela ao evento “Sabores de Outono” em Monchique, fazendo força para que o Glorioso SLB consiga uma vitória no Coliseu Romano das Antas (propriedade de uma sociedade que também possui uma frutaria e uma empresa de fabrico de equipamento passível de utilização em escutas telefónicas!), onde além da presença de gladiadores, aparecem mais fanáticos do golfe do que numa qualquer prova do “masters” do circuito mundial desta modalidade.
Também não poderia despedir-me sem deixar uma “pequenina” sugestão ao ainda governo de Portugal, que tanta “dificuldade” tem em reduzir a despesa pública:
- Existem cerca de 1500 organismos públicos e 4500 administradores nessas mesmas entidades em Portugal. Que tal começar por reduzir também esse número em 10%?

Até Breve, numa folha caída de uma árvore a 10km/hora.

O Nostálico32

Escrevo estas linhas na noite que precede a derrota do Glorioso SLB na Alemanha, e pior do que isso, depois das notícias divulgadas pelo nosso 1º em horário nobre, na companhia do seu leal escudeiro, Sancho…, desculpem! Escrevia ministro das finanças!
Verdade que o horário nobre coincidiu com a hora do jogo atrás referido, e alguns milhões de Portugueses vão amanhã acordar com as noticias que o IVA vai subir 2%, que os salários da função pública (por enquanto) vão descer 5%, que a frota de carros de luxo das Águas de Portugal não foi renovada (era só o que faltava!), não tendo no entanto sido reduzida! Que ninguém entende como após PEC 1, PEC 2 e mais não sei quantas trapalhadas, não há quem explique porque razão a despesa pública cresceu nos últimos meses, e ninguém sabe, ou não quer saber, como reduzir o verdadeiro “elefante branco” do Estado Português!
É mais fácil fazer demagogia, como o nosso 1º, invocando que a redução da despesa pública faria diminuir a qualidade e a oferta de serviços públicos, como a saúde e a educação!
E o despesismo do Estado? E a velha táctica do “Brainstorming”? Ou seja, reunir à mesa os “cavaleiros da távola redonda”, vulgo ministros, reduzindo em cada um dos seus pelouros, os decerto muitos despesismos que cada um poderia de imediato identificar, seria assim tão difícil?
Agora entendo o comentário de um amigo meu que hoje dizia: “Estava ansioso por regressar a Portugal há cinco anos atrás, e agora já estou com saudades de Bruxelas.”
Lamento imenso utilizar este espaço, onde nas últimas trinta e uma edição recordo momentos dos anos 70, 80 e 90 em Monchique, para falar nas medidas de austeridade anunciadas pelo executivo mas, digamos que a derrota do SLB levou-me a malhar em algo…

Recentemente a realização de uma corrida de touros em Monchique, integrada no programa da Feira do Presunto, levou-me a recordar outros eventos do passado, realizados pela 1ªvez no nosso concelho, segundo a minha memória.
Por exemplo, recordo-me da actuação de um grupo de actores do teatro de revista, chegados do parque Mayer em Lisboa, no palco da casa do Povo, no final da década de 70, com os lugares completamente esgotados (até eventualmente aparecer algum local próprio para este tipo de eventos, talvez o velhinho espaço da Casa do Povo, depois de “arranjadinho”, servisse para a actuação de algum grupo de teatro…).
Também me recordo da 1ª prova de motocrosse realizada na pista da Fóia entre meados e o final da década de 80, de um desfile de moda realizado pelos alunos da Escola C+S de Monchique, nas instalações desta escola, também no final da referida década, e da presença do então campeão de rallyes Markku Allen ao volante do saudoso Lancia Delta, arrepiando caminho nas estradas de terra do nosso concelho. Sobre rallyes, também recordo as digressões às diversas classificativas do rally do Algarve, com o meu amigo Joanne ao volante de um Volkswagen Brasília, tendo como banda sonora a música do Rui Veloso: “A gente vai na digressão”.
Já no ano passado, percorrendo as estradas do baixo Alentejo, para acompanhar as classificativas do rally de Portugal, o meu amigo Alexandre não teve tanta sorte e/ou perícia quanto o condutor do Brasília, e perdemos algumas dessas classificativas, porque após “calçar as luvas” não conseguiu segurar o Corsa, que embateu num pequeno mural, segundo ele: “Muito pequenino e escondido entre as ervas!”

Por falar em eventos realizados, ou por realizar, no nosso concelho, talvez seja a hora da realização de um jogo de futebol entre os veteranos do JDM e os veteranos do SLB, para comemorar, por exemplo, o aniversário do Juventude…
E por falar em futebol, tratando-se de uma grande promessa do passado no futebol juvenil do JDM, queria aproveitar para enviar uma abraço para o meu amigo João José, que embora tenha nome de craque do Voleibol, foi no futebol Monchiquense que mais se notabilizou! Enfim, mais um nome para fazer frente a Chalana e Co.

Até à próxima, a 120km/h, ainda sem portagens na via do infante…

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Nostálico31

Com a “seally season” a terminar, ou melhor, talvez a começar, e fazendo votos para que os deputados da nação faltem menos às sessões na Assembleia da Republica, devendo os faltosos serem penalizados com a prestação de um serviço social, à imagem do que foi proposto, e bem, para quem beneficia do subsidio de desemprego e do rendimento mínimo garantido (principalmente para aqueles que beneficiam indevidamente), a “época da caça” está prestes a começar…
O “campeonato” está ao rubro, e segundo dizem, o duelo entre a revisão constitucional e a aprovação do orçamento está para durar, com o “árbitro” de Belém pouco interessado em intervir.
Mas, por favor, quando será que os nossos governantes entendem que o nosso “elefante branco” se chama “despesa pública”, e este item, sim, terá de ser considerado o “inimigo público nº1”, parafraseando o habitante de pântanos, Eng. António Guterres.
Todos nós sabemos que é mais fácil procurar nos bolsos de cada um, mas algo me diz que os bolsos vão ficando cada vez mais vazios!

O campeonato da 1ªliga de futebol começou, o Braga arrasou, o Clube das Antas beneficiou de uma arbitragem “cuidadosa” em Vila do Conde e o maior clube do mundo vai decerto encontrar o bom caminho para mais um título Nacional, com o “calhambeque” do Roberto ou sem ele…
Entretanto, o outro clube da 2ªcircular, de Alvalade, mostrou finalmente alguma raça na Dinamarca e deu a oportunidade ao seu director desportivo para comprar algum fato nórdico para a sua colecção. No carnaval, para “contrariar” os restantes dias do ano, irá mascarar-se de adepto portista, que tanto gosta…
No reino da selecção Nacional de futebol continua outro duelo bem interessante de seguir, entre o “tudo, menos treinador” Queiroz, e os “tudo, menos bons gestores” directores da Federação!
E esta “soap-opera” a decorrer entre a visita dos inspectores da FIFA à candidatura ibérica, e os 1ºs jogos de qualificação para o Euro2012!
Sorte a FIFA ter um presidente que vai abafando estes tristes episódios com o descaramento com que anunciou a sua preferência pela candidatura inglesa, talvez ainda comprometido pela atribuição do Mundial2006 à candidatura alemã.
Todos estes últimos referidos, mais do que adequados para disputas no interior na ganadaria de Brito Pais!

Por falar em ganadaria, deparo-me actualmente com um pequeno dilema familiar, dado que a minha filha mais velha e uma das gémeas querem ver ao vivo uma tourada, e a outra gémea e a mãe preferem ficar em casa, manifestando-se completamente contra esta tradição.
Embora não seja aficionado, mas recordando-me de quanto o meu Pai gostava desta festa, e respeitando também o quanto as gentes desta zona onde resido, Alcochete/Montijo, gostam da festa taurina, resolvi de uma forma democrática o referido dilema!
Eu vou com duas das minhas filhas à monumental do Montijo, e a Rita e a minha mulher não vão…

Deixando o assunto touradas para a decisão pacifica que enunciei, em Monchique, durante o ano de 1992, surgiu a oportunidade, via Corpo Nacional de Escutas com o apoio da CM Monchique, de visitar a Expo92 em Sevilha, e eu tive a sorte de visitar este certame na companhia de um conjunto de amigos fabuloso, que resultou numa das viagens mais interessantes que fiz até hoje.
O pavilhão de Portugal encheu-nos de orgulho, dedicado à comemoração dos descobrimentos Portugueses, e nada devia aos mais mediáticos pavilhões dessa feira, nomeadamente Japão, Canadá, México (o tal da “grande seca”!), Arábia Saudita e Jamaica…
Sim, Jamaica porque “obriguei” os meus caríssimos companheiros Luis Pedro, padrinho Luis Duarte, Manuela, Anabela e Pedro Jorge (que andava sempre adoentado! Excepto quando fizemos a descida virtual de slalom gigante no pavilhão da Áustria) a visitar os tropicais stands das ilhas Caribenhas, para ouvirmos um pouco de reggae e bebermos umas “margaritas”…
Inesquecível também a presença junto a uma “amostra” de um Iceberg no pavilhão do Chile, e também junto de um extracto do muro de Berlim no pavilhão da Alemanha, à data já unificada.
Esta viagem, denominada como “rebajas ou não rebajas”, terminou com as habituais compras de recordação, sendo o boneco “El curro”o mais requisitado para este efeito.

Despeço-me até à próxima, com uma paragem na feira do presunto em Monchique, partilhando completamente a ideia da alteração da data da sua realização, devendo-se ter aproveitado o momento para, eventualmente, ter sido também alterada a sua designação para “festival do presunto”.
Bem hajam.