quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Nostálico23

“É Natal! É Natal! Sininhos de Luz.
Alegria! Alegria! Já nasceu Jesus.”

Do Natal em Monchique, recordo-me, provavelmente como todos os que pertencem à minha geração, da famosa “peúga” na chaminé e dos presentes junto da lareira na manhã do dia 25 de Dezembro, deixados no referido local por…
…Jesus!
Ah! Pois é! Não era o Pai Natal da “Coca-cola” que deixava os presentes (o mesmo que hoje em dia me obriga a vestir de vermelho e branco na noite de Natal, para oferecer os presentes às minhas filhas e aos meus sobrinhos! Não fosse a barba de algodão e o gorro de duende, e pareceria que se tratava de mais uma deslocação à grande Catedral da Luz!), mas sim o “Menino Jesus”!
Também tenho de desabafar que há mais de trinta anos, a dita peúga era bem mais “curta” que o saco, com o qual apareço à porta da minha casa vestido de vermelho e branco, faltando apenas as renas, porque a motivação de um Natal passado na Atalaia é sempre diferente daqueles passados entre a Fóia e a Picota, e assim as renas não entram no esforço motivacional de mais uma noite teatral!
Mas, os meus Pais nunca me deixaram ficar mal, e retenho na memória excelentes presentes descobertos na manhã seguinte à visita de Jesus, e o Natal na Atalaia, só pela alegria das minhas princesas, já põe completamente num patamar inferior as noites de Natal passadas na mui digna e sempre “altaneira” Vila de Monchique.

Enfim, mais um Natal, que vale pelo sorriso das crianças, e pela companhia da família, de preferência acompanhada de perfeita saúde de todos os familiares degusta dores de mais umas boas postas do peixe pescado nos frios mares da Noruega.

Natal em Monchique também me faz recordar com alguma piada, talvez no final da década de 80, da presença de luzes de natal na antiga sede do Crédito Agrícola em Monchique, “Feliz Natal Boas Festas”, que por qualquer razão foram mantidas durante algum período nesse local, levando uma visitante inglesa a questionar um celebre Monchiquense se naquele local funcionava alguma “boite”…

Sobre as passagens de ano em Monchique muito mais havia para escrever, mas como qualquer memorável noite de “reveillon” terminava no cume mais alto a sul do Tejo, proponho que aproveitando os espectáculos de fogo de artificio nos diversos locais do litoral algarvio (desde que os “budgets” ainda estejam disponíveis numa fase ainda longínqua de actos eleitorais autárquicos), se organize uma mega passagem de ano no cimo da Fóia, com uma enorme fogueira, actuações de estrelas musicais (pedindo talvez ao prof. Carlos Queiroz que solicite a presença dos “Black Eyed Peas” para uma actuação superior à provocada pelos habitantes de Chicago no programa da “Oprah”) e o sempre apetecível caldo verde na madrugada do 1º dia de 2010 a ver o nascer do sol mais bonito do mundo, adicionado com a inimitável chouriça de Monchique.

Despeço-me com os habituais votos, nesta quadra, de um feliz e santo Natal, e um próspero ano novo para todos os leitores do Jornal de Monchique (já agora, com o Benfica campeão, e Portugal, no limite, vencedor do jogo com o Brasil em Durban na África do Sul, que eu prometo deixar uma coroa de flores junto da estátua de Fernando Pessoa nesta cidade).

O Nostálico22

Antes de partir para outros assuntos, permitam-me desabafar convosco que após uma derrota do Glorioso SLB para a taça de Portugal com o Vitória de Guimarães, não será boa opção a hora escolhida para escrever este texto no Nostálico!

Assim, pelo mau humor resultante da má exibição da minha equipa, culminada com o afastamento da Taça de Portugal que obviamente agora deixará de ter interesse para mais de 2/3 da população Portuguesa, apetece-me “malhar”, como dizia o antigo ministro dos assuntos parlamentares (esse grande arauto de esquerda! Julga ele…), naquilo que para mim têm sido nos últimos tempos grandes trapalhadas à Portuguesa!

Mas por que razão um ex-comissário Europeu, ministro e deputado resolve dar a sua “cara” na lista do PSD para as últimas eleições legislativas, renunciando depois ao lugar de deputado por causa de…
…nada!
Agora, cada vez que olho para um pinheiro, como muitos que felizmente ainda perduram no nosso concelho, lembro-me da…
…música dos INXS, “Devil’s Inside”!

Recordo-me dos tempos áureos do Jornal “O Independente”, em que cada edição descobria a “careca” a tantos notáveis da vida politica e social Portuguesa. Imagino a dificuldade deste Jornal em escolher hoje os melhores títulos, caso ainda existisse, com o corrupio de notícias relacionadas com a Face Oculta, BPN, contratos de concessão de auto estradas, contentores de Alcântara, o período de reflexão do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Freeport, etc.
Fico satisfeito pela designada “Geração Rasca” do final dos anos “80”, inícios de “90”, no período da PGA, ser hoje a geração protagonista da viragem (acredito eu!) em relação à forma como as instituições eram e são agora geridas, pela falta de bom senso antes existente na diferença que era aplicada entre o que se “fazia” da porta para dentro, e aquilo que se “fazia” da porta para fora!
Permitam-me desabafar que o final da década de 80, devido a um processo ligado à produção de notas falsas, mostrou uma vila de Monchique mais próxima de um episódio do saudoso “Zé Gato”, levando-me inclusivamente a faltar a algumas aulas com o objectivo de assistir ao julgamento, na também saudosa Casa do Povo (que há anos sem fio pede uma remodelação tão desejada, e tão necessária!).

O que hoje se discute e se sabe sobre o caso “face oculta” faz-me lembrar, com as devidas diferenças, o caso “apito dourado”!
E porquê?
Não, não tem a ver com as já famosas ligações entre o mundo da politica e do futebol, com os “fabulásticos” resultados que todos nós conhecemos…
Apenas faço esta comparação pela forma como as escutas telefónicas são tratadas!
Se no caso do futebol existem escutas que provam actos de corrupção activa e passiva do presidente do clube da cidade do Porto e seus “fiéis” aliados, e que incrivelmente não foram utilizadas como prova. Na “Face Oculta”, discute-se a destruição ou não das escutas telefónicas que podem ou não comprometer os altos dignitários da Nação.
Sem querer, volto a lembrar-me do resultado do Glorioso na Taça de Portugal com os “Afonsinhos do Condado”, como também do próximo derby lisboeta com o clube do Lumiar, esperando que se possa contrariar a história do mais fraco vencer o mais forte!
Curiosamente nos últimos dias encontro de manhã, numa pastelaria próxima da minha residência, os jogadores do Sporting, João Moutinho, Helder Postiga e Tiago, antes dos treinos matinais, com um novo “ar” que me deixa preocupado. Decerto nada será, porque também estamos a falar do grande Pescadores da Costa da Caparica, e não do “fraquito” Bayern de Munique…

Por falar em futebol, nada como terminar com os merecidos parabéns ao Grande Juventude Desportiva Monchiquense, que completou mais um ano no passado dia 14 de Novembro, e desejos para que Portugal não seja “obrigado” a jogar em Joanesburgo e/ou Pretória. Nada mais me resta, senão esperar pelo sorteio no próximo dia 4 de Dezembro.
Da década de 80, só mesmo as notas falsas, mas ainda assim despeço-me a 80km/hora…

domingo, 29 de novembro de 2009

O Nostálico21

O Nostálico esmiúça os sufrágios em Monchique parte 1 e meio!

E assim se fecharam os ciclos eleitorais em Monchique, iniciados com as eleições europeias, passando pelas legislativas (O “porreiro pá!” passou agora a “concordas com o porreiro, pá?”) e terminando com as autárquicas, que resultaram na eleição de um novo Presidente da Câmara de Monchique.
Além desta estrondosa novidade, destaco a massiva participação dos eleitores Monchiquenses, que legitimam ainda mais os resultados, a não eleição da nossa conterrânea candidata do CDS como vereadora, a divisão dos diferentes órgãos pelos dois principais partidos, e que no final, tal como destaquei no último “esmiuçar”, ganhe efectivamente Monchique, que é decerto aquilo que todos pretendemos, independentemente da lista em que votamos naquele Domingo de “verão”, nas mesas de voto em Monchique, Marmelete e Alferce.

Mas passemos à verdadeira razão de existência deste pequeno espaço no JM:
- Diversão!
Ou seja, eu próprio procuro divertir-me quando escrevo estes textos, e como nestas últimas semanas tenho “enchido a barriga a rir” com o programa dos Gato Fedorento e com as fabulosas entrevistas aos “cromos” da politica nacional, imaginei em todos esses programas algo do género com os políticos locais.

O 1º programa contaria com a presença do Presidente da Câmara, que também utilizaria o argumento de que os filhos bem o tinham avisado que era melhor aturar os vereadores da oposição e as sessões na assembleia municipal.
Noutro programa um antigo Presidente não teria necessidade de se justificar, como Mário Soares, de ter recebido um beijo de um homem na sua visita a Sintra, nem da forma como teria perdido uma eleição, porque não saberia responder!
3ªsessão – O(a) presidente de uma junta de freguesia convidar-me-ia para provedor do cliente, e finalmente proporia o túnel que resolveria de uma vez por todas, e de uma só vez, um outro acesso a Monchique, à Fóia, a Portimão, e já agora, se não é pedir muito, à Picota. Obviamente que não podia comparar o Santana Lopes ao Presidente da Câmara, porque após isso, teria de comparar o nosso 1º, Sr. Engenheiro, a quem?
Na penúltima sessão estariam presentes, frente a frente, o presidente da assembleia municipal e o líder da bancada da oposição, que também iriam tentar passar por engraçadinhos, sem nunca disfarçar uma rivalidade evidente.
Por último, a presença do director do JM, do director da Rádio Fóia e da Televisão Independente de Monchique (se existe o Porto Canal, por acaso com a direcção de um antigo candidato à presidência do Glorioso SLB, porque não uma televisão em Monchique?), que falariam nas experiências vividas nos debates fratricidas dos diversos candidatos do passado à Câmara Municipal.

Portugal passou à fase do “Play-off” no acesso ao campeonato do mundo de futebol de 2010 na África do Sul, e agora, vem o dilema de assistir ao Portugal-Bósnia na Catedral da Luz, no dia 14 de Novembro, ou cumprir o sonho de ver ao vivo a banda que marcou uma geração, Depeche Mode, que tantos momentos altos provocou nas matines da “Sociedade” em Monchique, com músicas como “Enjoy the Silence”, “Just can’t get enough” e “Personal Jesus”!
Com alguma sorte, dará para cumprir os dois…
Até à próxima e, não se esqueçam, Monchique, Sempre!

Humberto Sério

P.S. – Tenho de reconhecer que após o 3ºgolo do Benfica ao Everton, resolvi não me sentar porque imaginava que passados 2 minutos estaria a comemorar outro golo! E assim foi num final de tarde glorioso no maior estádio de Portugal!

domingo, 25 de outubro de 2009

O Nostálico20

O Nostálico esmiúça os sufrágios em Monchique!

Estaria de certeza mais à vontade ao plagiar o programa televisivo dos Gato Fedorento há quatro anos atrás, mas as eleições em Monchique merecem ser esmiuçadas, sem nunca perder a possibilidade de recordar os gloriosos anos 80 e 90…

Aproxima-se o momento da verdade! Estará o actual Presidente da Câmara confiante na vitória que o conduzirá para o seu último mandato como Presidente da Câmara de Monchique? Será o Rui André e a sua equipa a terminar com o ciclo de vitórias autárquicas socialistas desde 1982? A surpresa virá da lista encabeçada pelo José Matias Francisco? Teremos a nossa “conterrânea” Ana Paula Santos como vereadora nos próximos quatro anos? Conseguirá o Bloco de Esquerda um resultado próximo dos dois Partidos com mais votos nas últimas eleições em Monchique? Ah! Não há lista do Bloco para as autárquicas em Monchique! Caso tivesse aparecido, talvez funcionasse como a lista do CDS em 1982! Ou talvez não, dada a presença da lista do MEP. Ooops! Também não apareceu…

Antes do momento autárquico, tivemos as eleições legislativas, que podem ter servido como um “aquecimento” para as “nossas” eleições! No entanto, para as referidas legislativas, tal como sucedeu nas Europeias, as verdadeiras surpresas nos votos acabaram por chegar do partido de Francisco Louçã e pelo de Paulo Portas, mesmo em Monchique! Para não falar no melhor resultado do Algarve, registado no nosso concelho, em termos de abstenção, o que pode indiciar uma forte afluência ás urnas no próximo dia 11 de Outubro, que legitimará ainda mais os resultados apurados.

Serão de certeza duas semanas de verdadeira disputa eleitoral, ainda para mais, quando ela acontece num concelho em que “toda a gente” se conhece, onde se encontram amigos e família dos diferentes lados da “barricada”.
O movimento que se verificará junto do quartel dos bombeiros, nos dias da votação, será tudo, menos a 80km/hora, salvo se voltássemos aos gloriosos anos 80, e a votação se dividisse pelos edifícios da Câmara Municipal, da Casa do Povo e da Junta de Freguesia (onde eu votei pela 1ªvez, no “longínquo” ano de 1991 para as eleições presidenciais).

No desporto, como são os casos da fórmula 1 e do futebol, as equipas são penalizadas quando agem incorrectamente, e quando o “fair-play” é ignorado (ou pelo menos assim deveria ser!). Ora, na política, deveria existir algo semelhante que penalizasse os políticos incumpridores.
Ou seja, nas promessas eleitorais não cumpridas, deveria ser retirado no resultado eleitoral uma percentagem de votos.
Chateia-me imenso a utilização “barata” de promessas eleitorais que depois não são cumpridas durante os mandatos, utilizando-se geralmente os “artifícios” da desculpa com “qualquer coisa”!
Ainda hoje me recordo do inicio dos anos 90 em que me deslocava habitualmente a Monchique numa estrada nacional sem condições, num período em que o primeiro ministro, algarvio e actual presidente da republica, com duas maiorias absolutas, nada fez relativamente à auto-estrada que apenas ficou finalizada pós-Expo98 de Lisboa, quando já tinham sido acumuladas horas e horas de trânsito no sempre bonito Alentejo, desde que explorado de uma forma diferente da permanência excessiva no trânsito!

Quando na actividade empresarial se discute um orçamento no inicio de um período, é sobre o mesmo que se avaliam no final os resultados da sua aplicação, e caso não se atinjam os resultados acordados, podendo os mesmos ser revistos periodicamente, garanto-vos que não são aceites qualquer tipo de desculpas, e assim devia ser na politica local e nacional!

Como diz o “Gato”: - “Ah! E tal, e coiso!”;
- “Ah! E tal, e coiso! Nada!”

Prometem? Cumpram! Nada mais é pedido a quem é eleito por quem elege…
Digo eu!

Boa e esclarecedora campanha, bom acto eleitoral, que Portugal vença a Hungria no sábado que antecede as eleições autárquicas, e que no fim seja Monchique efectivamente a ganhar, são os desejos de quem anda há 20 edições no JM a 80km/h…

P.S. (ou D) – Como diz o “outro”: Porque vês os jogos do Benfica, se ganha sempre?
- Para ver por quantos…
Ah! E parabéns ao Clube do Porto pelos seus 103 anos (sim, 116 anos só mesmo na cabeça do Pinto da Costa e do Topo Gigio! Que vergonha!)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Nostálico19

Enfim, mais umas férias de verão que passaram, segundo alguns com muitos “disparates”, e segundo outros, ou os mesmos, com uma esperada tendência para o fim da crise!
Sobre a crise recordo-me do velho termo: “O algodão não engana!”
Que também fica bem com: “Não me atires areia para os olhos!”

Em Monchique, quase tudo na mesma, com uma renovada e esperada abertura da “Nora”, permitindo a todos os locais e visitantes, melhor desfrutar do nosso “Rossio”.
Os Buraka Som Sistema a abrir a porta para a potencial vinda dos Black Eyed Peas a Monchique no próximo ano, e a constatação que se apagou a luz no Convento, porque “amuou”, e resolveu virar, definitivamente, ou não, as costas à Vila.

Como já tinha escrito na última edição do Nostálico, há mais de vinte anos, seis elementos do Corpo Nacional de Escutas de Monchique, deixaram a sua marca numa descida do Rio Arade em Jangada, ao terminar essa fantástica jornada em 1ºlugar da sua classe, e em 2ºlugar da geral, “batendo o pé” à malta do litoral, que nunca contariam com o “baile” valente que a equipa Águia do agrupamento 366 lhes deu.

Quem não se recorda dos famosos livros de Isabel Alçada, “Uma aventura na…”?
Pois, penso que (como diz o Cristiano Ronaldo) as epopeias desta malta deviam dar origem a um livro, começando exactamente pelo titulo:
- Uma aventura no Arade!
Capítulos:
- Construção da Jangada (O nó de Porco, a supervisão do aventureiro Português Serpa Pinto e os bidões milagrosos do Águas);
- Na barragem da Ribeira das Canas (afinal, a jangada funciona!);
- Ulisses Alves, o herói do grupo, aparece no Porto de Lagos depois de terminada mais uma viagem bem regada de aventuras;
- As fantásticas sapatilhas “RébóK” desaparecidas em Silves e o descanso do herói;
- Ulisses trava uma batalha de vida ou morte no Rio com um crocodilo, e perde a faca de mato do “pequeno sobreiro”;
- Onde está a cenoura? Rema!
- Chegada vitoriosa à Vila Nova de Portimão (provavelmente é para esta cidade que fugiu a “Luz” do Convento!).

Depois do sucesso deste presumível livro, outros sairiam, tais como:
- Uma aventura na Marioila;
- Uma aventura no Cansino;
- Uma aventura no Barranco do Demo (ou da Lerpa!);
- Várias aventuras no Selão.

Aliás, se Uderzo ler este texto (por alguma razão não sai “Astérix e os Lusitanos”!), talvez escreva o próximo livro de Astérix (“Astérix em Mons Cicus”), com uma aventura passada com os bravos resistentes da aldeia Mons Cicus, cercada pelos “romanos” de Porto à Mão, Silves, Lagos, Aljezur e Odemira.

Para terminar, uma última referência ao início da 1ªliga de futebol, com dificuldades acrescidas para o Glorioso Benfica, dado que para além dos jogos com o clube do apito dourado, ainda tem de medir forças com as duas filiais deste clube, Olhanense e Braga.
Este ano, a disputa entre os três grandes do futebol Português está abençoada, não tivesse o Benfica “um” Jesus, o Sporting “um” Bento e o Clube do Porto “um”…
Já me esquecia, este último, na sequência de algo imaginário como é um dragão, aparece agora com banda desenhada, Hulk (homens invisíveis já por lá passaram…)!

Até à próxima.

O Nostálico18

Sou Benfiquista, como diz a música:
“Com muito orgulho, com muito amor!”
Mas se no tempo de João Vale e Azevedo, em quem eu, graças a Deus, nunca votei, os deputados Benfiquistas do nosso Parlamento, o recebessem para um almoço de confraternização, eu seria o primeiro a contestar tal decisão e a chamar esses deputados de…
Nem vos digo!
No entanto, agora, os senhores deputados (de todos os Partidos, provavelmente até do agora famoso bloco de esquerda!) adeptos de um clube de bairro da cidade do Porto, resolveram convidar o seu Presidente, que se manteve calado durante alguns anos, graças à sua qualidade de arguido no processo “apito dourado”, onde não foi condenado, porque as escutas telefónicas não foram consideradas como prova para as suspeitas de corrupção no futebol Português (mas que existiu, existiu!), para uma “almoçarada” numa das Instituições mais importantes do nosso Estado de Direito!
Será que estavam bêbados? Será que gostam da mesma “fruta” dos árbitros corruptos?
Ou também receberam viagens ao Brasil?
Ou então, apenas pecaram por não convidarem para tão “normal” repasto os Presidentes de Câmara de Gondomar e Felgueiras, o Vale e Azevedo, o Oliveira e Costa, o homem do fax de Macau, o Bibi e o Otelo Saraiva de Carvalho!!!!
Quem não se recorda da famosa visita do Papa do Clube das Antas e da sua namoradinha ao Vaticano, para serem recebidos pelo Papa João Paulo II?

Vivemos no período do politicamente correcto em que não devemos afectar a sensibilidade de ninguém. Mas, se misturado com um pouco de coerência, de bom senso e uma boa dose da pragmatismo, então que se coloque o politicamente correcto num plano secundário, onde normalmente nunca anda, para que se comente imparcialmente estas situações!

Obviamente que admito não morrer de amores pelo Clube das Antas e por Espanha, mas isso não quer dizer que os adeptos desse clube não sejam mais anti-Benfiquistas do que adeptos do seu próprio clube (mesmo que um dia consigam superar o número de títulos do maior clube do mundo, ainda assim continuarão a alimentar esse sentimento!), e que os Espanhóis não continuem a dizer (em privado), que somos um Pais independente porque, no período dos Filipes, preferiram acorrer ao levantamento de autonomia na Catalunha, “permitindo” o sucesso do movimento da Restauração em Portugal!

Bem, e com esta introdução, perdi uma boa oportunidade para escrever sobre a epopeia dos escuteiros de Monchique nas bravas águas do rio Arade, “montados” em robustas Jangadas à conquista da baixa Portimonense…
Fica para a próxima!

Aproveitando o facto de ter referenciado o Parlamento Nacional, imaginem o que seria na assembleia municipal em Monchique, e nas assembleias das três freguesias, a presença de alguns “cromos” para almoçaradas com os deputados municipais!
Aliás, seria algo completamente novo, que também permitiria decerto dar a conhecer à população a actividade dos seus deputados, as suas ideias e a sua defesa intransigente pelo melhor para a sua terra! Bem, mas para isso não seriam necessárias almoçaradas nem a presença de cromos, bastando alimentar a nossa imaginação.
Na minha opinião, as assembleias municipais e de freguesia, na generalidade dos concelhos em Portugal, são muito “escondidas”, muito “cinzentas”, e se há uns anos atrás, mais precisamente, em 2001, numa sessão da assembleia municipal em Monchique, ouvi o Presidente da Câmara, realçar, e muito bem, que todos os slogans políticos para a campanha eleitoral nas eleições autárquicas realizadas nesse ano, revelaram mensagens pró-Monchique, como a “habitué”: “Por Monchique!”, nada como acções inovadoras que dêem a conhecer a actividade, o que pensam e o que defendem os representantes dos cidadãos!
Muitos poderão dizer que não tem interesse, ou que “tenho mais do que fazer”, mas nada como tentativas para que “o sonho comande, efectivamente, a vida”, porque se este tipo de instituições é mais conhecido pelos “pares de chifres”, pelas faltas e “soninhos” dos deputados, então que também sejam dadas a conhecer à população acções quer visem o habitué:
“Por Monchique!”
E caso eu, muito humildemente, pudesse indagar de algo completamente novo, decerto que não proporia um almoço com o Presidente do Glorioso SLB, com glórias do maior clube Português e com o seu Director Desportivo…
Que não deixa de ser uma excelente ideia, mas fora do âmbito das instituições referidas.
Talvez um dia, aquando da inauguração da Casa do Glorioso SLB no Concelho de Monchique!

Para terminar, tendo em consideração o objectivo deste espaço em referenciar sempre que possível, os “loucos” anos 80 em Monchique, devo confessar que o recente falecimento de Michael Jackson, de quem nunca fui grande fã, mas de quem tenho de reconhecer que se tratou de um ícone da música Pop mundial, me fez recordar um programa na Rádio Fóia, da minha autoria e do Marco Águas, em 1988, denominado “Brisa Nocturna”, com a presença habitual de uma música de MJ, muitas vezes também utilizada para o sempre esperado momento de “slows” nas matines da Sociedade, no Clube e no salão do Sr. Padre, “Human Nature”!
Despeço-me com um trecho dessa música:
“If this town Is just an apple Then let me take a bite”

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Nostálico17

Conforme avancei na última edição, e após descoberta da foto publicada, resolvi dedicar esta edição de “O Nostálico” à “famosa” equipa de Juniores do Juventude Desportiva Monchiquense (a potencial futura filial do Inter de Milão, não é amigo Victor?), que se classificou na temporada de 1988/89, em 2ºlugar no campeonato distrital.
Ou melhor, VICE-CAMPEÕES distritais!

Em cima, da esquerda para a direita: Humberto Sério, Cesário, Nélson Páscoa, Luis, Carlos Gervásio, Jorge, António Albino e Filipe Rocha. Em baixo, João Carvalho, João Patrício, Marco Amorim, Paulo, Luis Silva, Rui Nunes e Rui Rosa.

Se o meu amigo e ex-colega Sr. Raul Amado designou, na última edição do JM, os seus companheiros de equipa como meninos, eu tomo a liberdade de vos confidenciar que ao olhar para a foto, também comparei carinhosamente este excelente grupo ao filme “Doze indomáveis patifes”! Neste caso, quinze, a quem endereço desde já um saudoso abraço.
Quiçá um dia possamos de novo reunir estes “cromos” num jantar (para um jogo de futebol será difícil, porque se naquela época os meus reduzidos dotes futebolísticos eram colmatados por uma condição física normal, actualmente não me parece uma boa ideia!), à imagem do almoço de despedida dessa temporada na Bica Boa promovido pela direcção do Carlos Perpétuo (a quem também muito se ficou a dever por toda a dinâmica do clube nesses anos).

Na foto apenas falta o glorioso representante do Alferce, Rui Dias, neste plantel que apenas não se sagrou campeão distrital, porque um árbitro de nome “Guidinha”, julgo eu, se lembrou a dar uma “pequena” ajuda à equipa do Montes de Alvor, quando ao intervalo vencíamos por 2 a 0, “deixando” a referida equipa chegar ao empate mesmo ao “cair do pano”, provocando um enorme desgosto nas nossas hostes!
Acreditem que foi um roubo ao nível dos melhores a que um presidente de um clube regional nos habituou, principalmente na década de 90!
É verdade que no ano seguinte, a equipa de juniores do JDM sagrou-se campeã distrital, mas tal como o Director Desportivo do Benfica, Rui Costa, costuma destacar a selecção Nacional que chegou às meias-finais do Europeu em 2000, contrariando o destaque à selecção de Scolari que deixou fugir o titulo em 2004, também eu destaco a equipa na foto que, sob o comando do Prof. Hélder Carneiro, conseguiu “bater o pé” a equipas como o Messinense, Armacenenses e Ginásio de Tavira.
Os jogos ao domingo de manhã no pelado do “Descansa Pernas” (depois de algumas noites de sábado em que tínhamos de esconder do Treinador, nos bailes dos BVM) e as digressões no velhinho autocarro da Câmara, a cantar muitas vezes as músicas do “menino Carlinhos” (Grande Gervásio!), foram sem dúvida exemplos de um período gratificante no seio de uma equipa que começou a ser construída nos iniciados, pelo Jorge Vila.

Os treinos à noite, durante a semana, eram sempre recheados de bons momentos, quer a nível de futebol jogado, quer a nível de episódios caricatos, tais como quando se apagaram os holofotes numa noite de inverno, na qual um dos brilhantes futebolistas, à questão de outro jogador:
- Quem és tu?
Respondeu: - Eu sou eu!
Hoje em dia, o autor desta resposta é jornalista num reputado jornal Nacional.

Por último, as inevitáveis comparações com as estrelas da época, onde se destacavam o Zavarov, o João Pinto (o defesa direito do famoso clube do apito dourado, clube de futebol do Porto, mais conhecido pela “tirada”: “ Estivemos a beira do abismo, mas soubemos dar um passo em frente!), o Maradona, o Sócrates (Não! Não é o famoso filósofo, nem o Eng. Sócrates, do porreiro, pá!), o Carlos Manuel (excelente nº6 da equipa do glorioso Benfica que dominou o futebol Português na década de 80), entre outros.

Para quem julgou que era apenas piada, a minha sugestão para a realização do evento “As 7 maravilhas de Monchique”, reparem que já esteve mais “longe” a realização do tão esperado evento, pelo espectáculo “7 maravilhas Portuguesas no Mundo” realizado na Vila Nova de Portimão!