“Achtung Baby!”
Estava a ouvir a versão do tema dos U2, “One”, interpretado pela dupla Bono e Mary J. Blidge, quando me recordei de duas situações indirectamente relacionadas com esta música:
- O dia em que comprei o álbum, LP, disco de vinil, dos U2, “achtung baby!”, lançado em 1991, adquirido na loja da Valentim de Carvalho no Rossio, exactamente numa 6ªfeira quando me deslocava para o Campo das Cebolas, para apanhar o autocarro (Expresso) Lisboa-Portimão, ansioso por chegar a Monchique, e ouvir as novas músicas do melhor grupo do mundo no, agora, velhinho “gira-discos” na casa do meu Pai e da minha Mãe;
- O fabuloso Trabant utilizado pelos U2 na gravação/teledisco do tema original, percorrendo as ruas de Berlim pós queda do muro com o mesmo nome, e de como na estadia recente, por motivos profissionais, na Alemanha, ainda foi possível ver tão famoso automóvel do período da Guerra fria pelas estradas deste Pais.
Desenvolvendo a 1ªsituação, recordo-me de como sabia bem sentir o cheiro da Serra de Monchique, durante a viagem de Portimão para Monchique, e como adiei a audição do novo álbum dos U2, para não perder uma das muitas saudosas 6ªs feiras à noite em Monchique, rever os amigos, contar as situações vividas, e ouvir as “últimas” que o Jornal de Monchique não continha. Ainda por Lisboa, sabia bem os “ganhos” obtidos com o jogo da “lerpa”, permitindo não só a aquisição dos últimos sucessos na loja da Valentim de Carvalho, como também um delicioso hambúrguer com cogumelos no antigo “Abracadabra”, que em conjunto com o “Frog” e o “Last American Disaster”, dominava a oferta de “comida” importada dos “States”, antes da massificada entrada de restaurantes “McDonalds”, ou do “boneco donalds”, como diz a minha filha! Obviamente que, as “perdas” com o referido jogo “obrigavam-me” a adiar um fim-de-semana em Monchique (Talvez tenha aprendido a lição, e ainda hoje as minhas apostas não ultrapassam um boletim semanal do Euromilhões, e nem sempre!).
Sobre a 2ªsituação e o famoso Trabant dos U2, nada mais devo acrescentar, mas vou partilhar convosco três episódios, totalmente diferentes, ocorridos na referida viagem.
Na viagem de táxi entre o Aeroporto e o centro de Frankfurt, nada me deixou mais feliz do que a questão do taxista sobre a minha equipa em Portugal:
- És do Benfica ou do FC Lisboa? Exacto! Nem Sporting, nem o Clube Corrupto do Porto. Apenas FC Lisboa! Claro que respondi-lhe que era do Benfica, e que não me recordava de mais nenhuma equipa Portuguesa! Ainda tentei o Juventude D Monchiquense, mas a gargalhada ao ouvir “FC Lisbon” não deixou grande margem ao taxista para prolongar a conversa.
Sim, talvez o Monchiquense seja mais conhecido naquelas paragens do que o clube do Campo Grande em Lisboa e o clube das Antas no Porto, porque o 2º episódio que vou relatar é o conhecimento de muitos alemães sobre a Serra de Monchique no sul de Portugal, e como a possibilidade de um dia ficarem na nossa terra mais do que simples semanas de férias, é para uma grande maioria deles quase uma ambição! Também falaram da costa vicentina e Alentejo, mas foi impressionante o conhecimento detalhado que detinham sobre a nossa terra.
Não queria terminar mal esta edição do Nostálico, mas sobre o melhor pano caiu a nódoa, e quando à discussão sobre as línguas mais faladas no mundo, onde o Português se encontra na 7ªposição, um alemão no alto da sua afamada presunção afirma:
- A língua alemã é a mais falada na Europa!
“Acordei”, e lembrei-me que os traumas do passado daquela gente ainda persistem!
De facto, até tinha razão, mas a posição “altaneira” não podia falhar! “Achtung!”
Para terminar, espero que mais uma vez a Feira dos Enchidos nos “encha” de orgulho, uma sugestão para um churrasco brasileiro em Copacabana, no Rio de Janeiro, no restaurante “Monchique”, e a curiosidade que é a existência de um local no sotavento/barrocal algarvio de nome…
…Monchique!
Até breve a “One” km/hora.
segunda-feira, 8 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O Nostálico24
O tempo passa a correr!
Quem diria que estamos em 2010 e não podemos ainda passar férias na Lua…
Sim, porque na década de 80 era natural julgarmos que tal fosse possível, mais não fosse por vermos filmes como o “Regresso ao Futuro”, “ET” e a sempre escaldante série televisiva “Galáctica”! (Dai a velha expressão: “Andas a ver muitos filmes!”)
Por falar em “Galáctica”, em conjunto com a reunião aos sábados na já velhinha sede do CNE em Monchique e os jogos dos “seniores” jogados sábado sim, sábado não, no “pelado” do J.D.Monchiquense, constituía motivos mais do que suficientes para transformar aquele dia da semana em algo muito especial.
Enfim, chegamos a 2010 e os assuntos mais discutidos entre as pessoas, além das escutas telefónicas no “Youtube” que comprovam a corrupção existente na década de 90, exercida pelos tentáculos do clube das Antas, e do seu chefinho mor, o dono do Bobi e do Tareco (Só para contrariar, as minhas filhas conseguiram convencer-me a “adoptar” um gato para casa, mas com uma condição: “Chamar-se-á Saviola!”, e dois dias depois do momento da adopção, Saviola marcava o golo da vitória sobre o clube corrupto do Porto! Toma!), são o orçamento de Estado (e como o nosso 1º mais uma vez não será capaz de reduzir a despesa pública), as comemorações do centenário da Republica (talvez o único motivo de concordância com o ex-presidente da República, Mário Soares, passageiro de tartarugas), os casamentos “gay” (magnifica forma de desviar as atenções daquilo que realmente deveria interessar aos Portugueses, e não porque razão dois homens e/ou duas mulheres a viverem juntos têm de casar para terem os mesmos benefícios de um casal heterossexual! Nós não podemos ainda passar férias na Lua, mas que andamos nela, andamos sim…), as namoradas do Ronaldo e as amantes do Tiger Woods (afinal, sempre existem as famosas viúvas do Golfe, eh!eh!eh!), a crise financeira e a época do Benfica (talvez o único motivo, que a par do centenário da Republica, caberiam perfeitamente na descrição de bons motivos para vivermos em Portugal no ano da graça de 2010…).
Em Monchique, e passados que são também vinte e muitos anos depois do pensamento do jovem adolescente Monchiquense numas regadas férias na Lua em 2010, o convento permanece igual, a estrada nacional nº266 não muda (ou melhor, com a “pequenina” diferença dos irritantes semáforos agora existentes), a Picota continua a olhar para a Fóia com a infelicidade de não ter chegado, na sua fase de crescimento, aos 900 metros, os parques de campismo existem no litoral algarvio, a população jovem continua a decrescer, fruto da interioridade vivida em muitos locais de Portugal, e a equipa principal do Monchiquense apresenta, finalmente, muitos jogadores da sua “cantera”.
Mas tal como Jesus chegou ao Glorioso, e modificou todo o “modus operandi” do maior clube do mundo, também tenho sinceras esperanças que a mudança na gestão do nosso concelho trará diferenças no “modus operandi” que permitirão, para bem de todos os Monchiquenses, desenvolver mais o concelho que todos tanto gostamos.
Daqui a 20 anos, estaremos provavelmente a ouvir noticias de um orçamento de estado difícil de executar pela constatação de muitos anos anteriores de má gestão (mas faço Fé para que tal não passe de uma previsão), comemorações dos 120 anos da republica ou de 1000 anos de monarquia, os divórcios “gay”, as namoradas do Tiger e as amantes do Ronaldo (que entretanto, terá casado com a filha da Paris Hilton) e a época do Benfica (a caminhar para o 50º titulo).
Em Monchique, o convento, transformado em Pousada Histórica, será galardoado como o monumento mais bem conservado de Portugal, a Estrada Nacional 266 permanecerá como a “nossa route 66”, ao lado de uma nova via de comunicação entre Monchique e o Litoral Algarvio, a Picota terá uma via de acesso, bastante visitada, depois da realização naquele local da sequela de Hollywood – “O Vulcão!”, existirá um parque de campismo bastante concorrido, pela proximidade com um centro de estágio, frequentado nesse ano pela Selecção Nacional de Portugal como local de preparação do Europeu, onde defenderá o titulo de campeã Europeia, conquistado em Madrid no ano de 2018, ante a Espanha, com Mourinho como nosso Seleccionador, e a população jovem de Monchique ultrapassará Braga, nesse ano, como o local mais jovem de Portugal.
Sonhar é fácil, mas entre sonhos tão esquisitos, aparecem por vezes tantas realidades, não fosse o “brainstorming” uma das técnicas mais utilizadas para procurar “o ponto G”…
Ora aqui está mais um dos assuntos comentados nos últimos tempos, aproveitando para com ele me despedir até à próxima, devagarinho, a 8km por hora.
Quem diria que estamos em 2010 e não podemos ainda passar férias na Lua…
Sim, porque na década de 80 era natural julgarmos que tal fosse possível, mais não fosse por vermos filmes como o “Regresso ao Futuro”, “ET” e a sempre escaldante série televisiva “Galáctica”! (Dai a velha expressão: “Andas a ver muitos filmes!”)
Por falar em “Galáctica”, em conjunto com a reunião aos sábados na já velhinha sede do CNE em Monchique e os jogos dos “seniores” jogados sábado sim, sábado não, no “pelado” do J.D.Monchiquense, constituía motivos mais do que suficientes para transformar aquele dia da semana em algo muito especial.
Enfim, chegamos a 2010 e os assuntos mais discutidos entre as pessoas, além das escutas telefónicas no “Youtube” que comprovam a corrupção existente na década de 90, exercida pelos tentáculos do clube das Antas, e do seu chefinho mor, o dono do Bobi e do Tareco (Só para contrariar, as minhas filhas conseguiram convencer-me a “adoptar” um gato para casa, mas com uma condição: “Chamar-se-á Saviola!”, e dois dias depois do momento da adopção, Saviola marcava o golo da vitória sobre o clube corrupto do Porto! Toma!), são o orçamento de Estado (e como o nosso 1º mais uma vez não será capaz de reduzir a despesa pública), as comemorações do centenário da Republica (talvez o único motivo de concordância com o ex-presidente da República, Mário Soares, passageiro de tartarugas), os casamentos “gay” (magnifica forma de desviar as atenções daquilo que realmente deveria interessar aos Portugueses, e não porque razão dois homens e/ou duas mulheres a viverem juntos têm de casar para terem os mesmos benefícios de um casal heterossexual! Nós não podemos ainda passar férias na Lua, mas que andamos nela, andamos sim…), as namoradas do Ronaldo e as amantes do Tiger Woods (afinal, sempre existem as famosas viúvas do Golfe, eh!eh!eh!), a crise financeira e a época do Benfica (talvez o único motivo, que a par do centenário da Republica, caberiam perfeitamente na descrição de bons motivos para vivermos em Portugal no ano da graça de 2010…).
Em Monchique, e passados que são também vinte e muitos anos depois do pensamento do jovem adolescente Monchiquense numas regadas férias na Lua em 2010, o convento permanece igual, a estrada nacional nº266 não muda (ou melhor, com a “pequenina” diferença dos irritantes semáforos agora existentes), a Picota continua a olhar para a Fóia com a infelicidade de não ter chegado, na sua fase de crescimento, aos 900 metros, os parques de campismo existem no litoral algarvio, a população jovem continua a decrescer, fruto da interioridade vivida em muitos locais de Portugal, e a equipa principal do Monchiquense apresenta, finalmente, muitos jogadores da sua “cantera”.
Mas tal como Jesus chegou ao Glorioso, e modificou todo o “modus operandi” do maior clube do mundo, também tenho sinceras esperanças que a mudança na gestão do nosso concelho trará diferenças no “modus operandi” que permitirão, para bem de todos os Monchiquenses, desenvolver mais o concelho que todos tanto gostamos.
Daqui a 20 anos, estaremos provavelmente a ouvir noticias de um orçamento de estado difícil de executar pela constatação de muitos anos anteriores de má gestão (mas faço Fé para que tal não passe de uma previsão), comemorações dos 120 anos da republica ou de 1000 anos de monarquia, os divórcios “gay”, as namoradas do Tiger e as amantes do Ronaldo (que entretanto, terá casado com a filha da Paris Hilton) e a época do Benfica (a caminhar para o 50º titulo).
Em Monchique, o convento, transformado em Pousada Histórica, será galardoado como o monumento mais bem conservado de Portugal, a Estrada Nacional 266 permanecerá como a “nossa route 66”, ao lado de uma nova via de comunicação entre Monchique e o Litoral Algarvio, a Picota terá uma via de acesso, bastante visitada, depois da realização naquele local da sequela de Hollywood – “O Vulcão!”, existirá um parque de campismo bastante concorrido, pela proximidade com um centro de estágio, frequentado nesse ano pela Selecção Nacional de Portugal como local de preparação do Europeu, onde defenderá o titulo de campeã Europeia, conquistado em Madrid no ano de 2018, ante a Espanha, com Mourinho como nosso Seleccionador, e a população jovem de Monchique ultrapassará Braga, nesse ano, como o local mais jovem de Portugal.
Sonhar é fácil, mas entre sonhos tão esquisitos, aparecem por vezes tantas realidades, não fosse o “brainstorming” uma das técnicas mais utilizadas para procurar “o ponto G”…
Ora aqui está mais um dos assuntos comentados nos últimos tempos, aproveitando para com ele me despedir até à próxima, devagarinho, a 8km por hora.
O Nostálico23
“É Natal! É Natal! Sininhos de Luz.
Alegria! Alegria! Já nasceu Jesus.”
Do Natal em Monchique, recordo-me, provavelmente como todos os que pertencem à minha geração, da famosa “peúga” na chaminé e dos presentes junto da lareira na manhã do dia 25 de Dezembro, deixados no referido local por…
…Jesus!
Ah! Pois é! Não era o Pai Natal da “Coca-cola” que deixava os presentes (o mesmo que hoje em dia me obriga a vestir de vermelho e branco na noite de Natal, para oferecer os presentes às minhas filhas e aos meus sobrinhos! Não fosse a barba de algodão e o gorro de duende, e pareceria que se tratava de mais uma deslocação à grande Catedral da Luz!), mas sim o “Menino Jesus”!
Também tenho de desabafar que há mais de trinta anos, a dita peúga era bem mais “curta” que o saco, com o qual apareço à porta da minha casa vestido de vermelho e branco, faltando apenas as renas, porque a motivação de um Natal passado na Atalaia é sempre diferente daqueles passados entre a Fóia e a Picota, e assim as renas não entram no esforço motivacional de mais uma noite teatral!
Mas, os meus Pais nunca me deixaram ficar mal, e retenho na memória excelentes presentes descobertos na manhã seguinte à visita de Jesus, e o Natal na Atalaia, só pela alegria das minhas princesas, já põe completamente num patamar inferior as noites de Natal passadas na mui digna e sempre “altaneira” Vila de Monchique.
Enfim, mais um Natal, que vale pelo sorriso das crianças, e pela companhia da família, de preferência acompanhada de perfeita saúde de todos os familiares degusta dores de mais umas boas postas do peixe pescado nos frios mares da Noruega.
Natal em Monchique também me faz recordar com alguma piada, talvez no final da década de 80, da presença de luzes de natal na antiga sede do Crédito Agrícola em Monchique, “Feliz Natal Boas Festas”, que por qualquer razão foram mantidas durante algum período nesse local, levando uma visitante inglesa a questionar um celebre Monchiquense se naquele local funcionava alguma “boite”…
Sobre as passagens de ano em Monchique muito mais havia para escrever, mas como qualquer memorável noite de “reveillon” terminava no cume mais alto a sul do Tejo, proponho que aproveitando os espectáculos de fogo de artificio nos diversos locais do litoral algarvio (desde que os “budgets” ainda estejam disponíveis numa fase ainda longínqua de actos eleitorais autárquicos), se organize uma mega passagem de ano no cimo da Fóia, com uma enorme fogueira, actuações de estrelas musicais (pedindo talvez ao prof. Carlos Queiroz que solicite a presença dos “Black Eyed Peas” para uma actuação superior à provocada pelos habitantes de Chicago no programa da “Oprah”) e o sempre apetecível caldo verde na madrugada do 1º dia de 2010 a ver o nascer do sol mais bonito do mundo, adicionado com a inimitável chouriça de Monchique.
Despeço-me com os habituais votos, nesta quadra, de um feliz e santo Natal, e um próspero ano novo para todos os leitores do Jornal de Monchique (já agora, com o Benfica campeão, e Portugal, no limite, vencedor do jogo com o Brasil em Durban na África do Sul, que eu prometo deixar uma coroa de flores junto da estátua de Fernando Pessoa nesta cidade).
Alegria! Alegria! Já nasceu Jesus.”
Do Natal em Monchique, recordo-me, provavelmente como todos os que pertencem à minha geração, da famosa “peúga” na chaminé e dos presentes junto da lareira na manhã do dia 25 de Dezembro, deixados no referido local por…
…Jesus!
Ah! Pois é! Não era o Pai Natal da “Coca-cola” que deixava os presentes (o mesmo que hoje em dia me obriga a vestir de vermelho e branco na noite de Natal, para oferecer os presentes às minhas filhas e aos meus sobrinhos! Não fosse a barba de algodão e o gorro de duende, e pareceria que se tratava de mais uma deslocação à grande Catedral da Luz!), mas sim o “Menino Jesus”!
Também tenho de desabafar que há mais de trinta anos, a dita peúga era bem mais “curta” que o saco, com o qual apareço à porta da minha casa vestido de vermelho e branco, faltando apenas as renas, porque a motivação de um Natal passado na Atalaia é sempre diferente daqueles passados entre a Fóia e a Picota, e assim as renas não entram no esforço motivacional de mais uma noite teatral!
Mas, os meus Pais nunca me deixaram ficar mal, e retenho na memória excelentes presentes descobertos na manhã seguinte à visita de Jesus, e o Natal na Atalaia, só pela alegria das minhas princesas, já põe completamente num patamar inferior as noites de Natal passadas na mui digna e sempre “altaneira” Vila de Monchique.
Enfim, mais um Natal, que vale pelo sorriso das crianças, e pela companhia da família, de preferência acompanhada de perfeita saúde de todos os familiares degusta dores de mais umas boas postas do peixe pescado nos frios mares da Noruega.
Natal em Monchique também me faz recordar com alguma piada, talvez no final da década de 80, da presença de luzes de natal na antiga sede do Crédito Agrícola em Monchique, “Feliz Natal Boas Festas”, que por qualquer razão foram mantidas durante algum período nesse local, levando uma visitante inglesa a questionar um celebre Monchiquense se naquele local funcionava alguma “boite”…
Sobre as passagens de ano em Monchique muito mais havia para escrever, mas como qualquer memorável noite de “reveillon” terminava no cume mais alto a sul do Tejo, proponho que aproveitando os espectáculos de fogo de artificio nos diversos locais do litoral algarvio (desde que os “budgets” ainda estejam disponíveis numa fase ainda longínqua de actos eleitorais autárquicos), se organize uma mega passagem de ano no cimo da Fóia, com uma enorme fogueira, actuações de estrelas musicais (pedindo talvez ao prof. Carlos Queiroz que solicite a presença dos “Black Eyed Peas” para uma actuação superior à provocada pelos habitantes de Chicago no programa da “Oprah”) e o sempre apetecível caldo verde na madrugada do 1º dia de 2010 a ver o nascer do sol mais bonito do mundo, adicionado com a inimitável chouriça de Monchique.
Despeço-me com os habituais votos, nesta quadra, de um feliz e santo Natal, e um próspero ano novo para todos os leitores do Jornal de Monchique (já agora, com o Benfica campeão, e Portugal, no limite, vencedor do jogo com o Brasil em Durban na África do Sul, que eu prometo deixar uma coroa de flores junto da estátua de Fernando Pessoa nesta cidade).
O Nostálico22
Antes de partir para outros assuntos, permitam-me desabafar convosco que após uma derrota do Glorioso SLB para a taça de Portugal com o Vitória de Guimarães, não será boa opção a hora escolhida para escrever este texto no Nostálico!
Assim, pelo mau humor resultante da má exibição da minha equipa, culminada com o afastamento da Taça de Portugal que obviamente agora deixará de ter interesse para mais de 2/3 da população Portuguesa, apetece-me “malhar”, como dizia o antigo ministro dos assuntos parlamentares (esse grande arauto de esquerda! Julga ele…), naquilo que para mim têm sido nos últimos tempos grandes trapalhadas à Portuguesa!
Mas por que razão um ex-comissário Europeu, ministro e deputado resolve dar a sua “cara” na lista do PSD para as últimas eleições legislativas, renunciando depois ao lugar de deputado por causa de…
…nada!
Agora, cada vez que olho para um pinheiro, como muitos que felizmente ainda perduram no nosso concelho, lembro-me da…
…música dos INXS, “Devil’s Inside”!
Recordo-me dos tempos áureos do Jornal “O Independente”, em que cada edição descobria a “careca” a tantos notáveis da vida politica e social Portuguesa. Imagino a dificuldade deste Jornal em escolher hoje os melhores títulos, caso ainda existisse, com o corrupio de notícias relacionadas com a Face Oculta, BPN, contratos de concessão de auto estradas, contentores de Alcântara, o período de reflexão do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Freeport, etc.
Fico satisfeito pela designada “Geração Rasca” do final dos anos “80”, inícios de “90”, no período da PGA, ser hoje a geração protagonista da viragem (acredito eu!) em relação à forma como as instituições eram e são agora geridas, pela falta de bom senso antes existente na diferença que era aplicada entre o que se “fazia” da porta para dentro, e aquilo que se “fazia” da porta para fora!
Permitam-me desabafar que o final da década de 80, devido a um processo ligado à produção de notas falsas, mostrou uma vila de Monchique mais próxima de um episódio do saudoso “Zé Gato”, levando-me inclusivamente a faltar a algumas aulas com o objectivo de assistir ao julgamento, na também saudosa Casa do Povo (que há anos sem fio pede uma remodelação tão desejada, e tão necessária!).
O que hoje se discute e se sabe sobre o caso “face oculta” faz-me lembrar, com as devidas diferenças, o caso “apito dourado”!
E porquê?
Não, não tem a ver com as já famosas ligações entre o mundo da politica e do futebol, com os “fabulásticos” resultados que todos nós conhecemos…
Apenas faço esta comparação pela forma como as escutas telefónicas são tratadas!
Se no caso do futebol existem escutas que provam actos de corrupção activa e passiva do presidente do clube da cidade do Porto e seus “fiéis” aliados, e que incrivelmente não foram utilizadas como prova. Na “Face Oculta”, discute-se a destruição ou não das escutas telefónicas que podem ou não comprometer os altos dignitários da Nação.
Sem querer, volto a lembrar-me do resultado do Glorioso na Taça de Portugal com os “Afonsinhos do Condado”, como também do próximo derby lisboeta com o clube do Lumiar, esperando que se possa contrariar a história do mais fraco vencer o mais forte!
Curiosamente nos últimos dias encontro de manhã, numa pastelaria próxima da minha residência, os jogadores do Sporting, João Moutinho, Helder Postiga e Tiago, antes dos treinos matinais, com um novo “ar” que me deixa preocupado. Decerto nada será, porque também estamos a falar do grande Pescadores da Costa da Caparica, e não do “fraquito” Bayern de Munique…
Por falar em futebol, nada como terminar com os merecidos parabéns ao Grande Juventude Desportiva Monchiquense, que completou mais um ano no passado dia 14 de Novembro, e desejos para que Portugal não seja “obrigado” a jogar em Joanesburgo e/ou Pretória. Nada mais me resta, senão esperar pelo sorteio no próximo dia 4 de Dezembro.
Da década de 80, só mesmo as notas falsas, mas ainda assim despeço-me a 80km/hora…
Assim, pelo mau humor resultante da má exibição da minha equipa, culminada com o afastamento da Taça de Portugal que obviamente agora deixará de ter interesse para mais de 2/3 da população Portuguesa, apetece-me “malhar”, como dizia o antigo ministro dos assuntos parlamentares (esse grande arauto de esquerda! Julga ele…), naquilo que para mim têm sido nos últimos tempos grandes trapalhadas à Portuguesa!
Mas por que razão um ex-comissário Europeu, ministro e deputado resolve dar a sua “cara” na lista do PSD para as últimas eleições legislativas, renunciando depois ao lugar de deputado por causa de…
…nada!
Agora, cada vez que olho para um pinheiro, como muitos que felizmente ainda perduram no nosso concelho, lembro-me da…
…música dos INXS, “Devil’s Inside”!
Recordo-me dos tempos áureos do Jornal “O Independente”, em que cada edição descobria a “careca” a tantos notáveis da vida politica e social Portuguesa. Imagino a dificuldade deste Jornal em escolher hoje os melhores títulos, caso ainda existisse, com o corrupio de notícias relacionadas com a Face Oculta, BPN, contratos de concessão de auto estradas, contentores de Alcântara, o período de reflexão do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Freeport, etc.
Fico satisfeito pela designada “Geração Rasca” do final dos anos “80”, inícios de “90”, no período da PGA, ser hoje a geração protagonista da viragem (acredito eu!) em relação à forma como as instituições eram e são agora geridas, pela falta de bom senso antes existente na diferença que era aplicada entre o que se “fazia” da porta para dentro, e aquilo que se “fazia” da porta para fora!
Permitam-me desabafar que o final da década de 80, devido a um processo ligado à produção de notas falsas, mostrou uma vila de Monchique mais próxima de um episódio do saudoso “Zé Gato”, levando-me inclusivamente a faltar a algumas aulas com o objectivo de assistir ao julgamento, na também saudosa Casa do Povo (que há anos sem fio pede uma remodelação tão desejada, e tão necessária!).
O que hoje se discute e se sabe sobre o caso “face oculta” faz-me lembrar, com as devidas diferenças, o caso “apito dourado”!
E porquê?
Não, não tem a ver com as já famosas ligações entre o mundo da politica e do futebol, com os “fabulásticos” resultados que todos nós conhecemos…
Apenas faço esta comparação pela forma como as escutas telefónicas são tratadas!
Se no caso do futebol existem escutas que provam actos de corrupção activa e passiva do presidente do clube da cidade do Porto e seus “fiéis” aliados, e que incrivelmente não foram utilizadas como prova. Na “Face Oculta”, discute-se a destruição ou não das escutas telefónicas que podem ou não comprometer os altos dignitários da Nação.
Sem querer, volto a lembrar-me do resultado do Glorioso na Taça de Portugal com os “Afonsinhos do Condado”, como também do próximo derby lisboeta com o clube do Lumiar, esperando que se possa contrariar a história do mais fraco vencer o mais forte!
Curiosamente nos últimos dias encontro de manhã, numa pastelaria próxima da minha residência, os jogadores do Sporting, João Moutinho, Helder Postiga e Tiago, antes dos treinos matinais, com um novo “ar” que me deixa preocupado. Decerto nada será, porque também estamos a falar do grande Pescadores da Costa da Caparica, e não do “fraquito” Bayern de Munique…
Por falar em futebol, nada como terminar com os merecidos parabéns ao Grande Juventude Desportiva Monchiquense, que completou mais um ano no passado dia 14 de Novembro, e desejos para que Portugal não seja “obrigado” a jogar em Joanesburgo e/ou Pretória. Nada mais me resta, senão esperar pelo sorteio no próximo dia 4 de Dezembro.
Da década de 80, só mesmo as notas falsas, mas ainda assim despeço-me a 80km/hora…
domingo, 29 de novembro de 2009
O Nostálico21
O Nostálico esmiúça os sufrágios em Monchique parte 1 e meio!
E assim se fecharam os ciclos eleitorais em Monchique, iniciados com as eleições europeias, passando pelas legislativas (O “porreiro pá!” passou agora a “concordas com o porreiro, pá?”) e terminando com as autárquicas, que resultaram na eleição de um novo Presidente da Câmara de Monchique.
Além desta estrondosa novidade, destaco a massiva participação dos eleitores Monchiquenses, que legitimam ainda mais os resultados, a não eleição da nossa conterrânea candidata do CDS como vereadora, a divisão dos diferentes órgãos pelos dois principais partidos, e que no final, tal como destaquei no último “esmiuçar”, ganhe efectivamente Monchique, que é decerto aquilo que todos pretendemos, independentemente da lista em que votamos naquele Domingo de “verão”, nas mesas de voto em Monchique, Marmelete e Alferce.
Mas passemos à verdadeira razão de existência deste pequeno espaço no JM:
- Diversão!
Ou seja, eu próprio procuro divertir-me quando escrevo estes textos, e como nestas últimas semanas tenho “enchido a barriga a rir” com o programa dos Gato Fedorento e com as fabulosas entrevistas aos “cromos” da politica nacional, imaginei em todos esses programas algo do género com os políticos locais.
O 1º programa contaria com a presença do Presidente da Câmara, que também utilizaria o argumento de que os filhos bem o tinham avisado que era melhor aturar os vereadores da oposição e as sessões na assembleia municipal.
Noutro programa um antigo Presidente não teria necessidade de se justificar, como Mário Soares, de ter recebido um beijo de um homem na sua visita a Sintra, nem da forma como teria perdido uma eleição, porque não saberia responder!
3ªsessão – O(a) presidente de uma junta de freguesia convidar-me-ia para provedor do cliente, e finalmente proporia o túnel que resolveria de uma vez por todas, e de uma só vez, um outro acesso a Monchique, à Fóia, a Portimão, e já agora, se não é pedir muito, à Picota. Obviamente que não podia comparar o Santana Lopes ao Presidente da Câmara, porque após isso, teria de comparar o nosso 1º, Sr. Engenheiro, a quem?
Na penúltima sessão estariam presentes, frente a frente, o presidente da assembleia municipal e o líder da bancada da oposição, que também iriam tentar passar por engraçadinhos, sem nunca disfarçar uma rivalidade evidente.
Por último, a presença do director do JM, do director da Rádio Fóia e da Televisão Independente de Monchique (se existe o Porto Canal, por acaso com a direcção de um antigo candidato à presidência do Glorioso SLB, porque não uma televisão em Monchique?), que falariam nas experiências vividas nos debates fratricidas dos diversos candidatos do passado à Câmara Municipal.
Portugal passou à fase do “Play-off” no acesso ao campeonato do mundo de futebol de 2010 na África do Sul, e agora, vem o dilema de assistir ao Portugal-Bósnia na Catedral da Luz, no dia 14 de Novembro, ou cumprir o sonho de ver ao vivo a banda que marcou uma geração, Depeche Mode, que tantos momentos altos provocou nas matines da “Sociedade” em Monchique, com músicas como “Enjoy the Silence”, “Just can’t get enough” e “Personal Jesus”!
Com alguma sorte, dará para cumprir os dois…
Até à próxima e, não se esqueçam, Monchique, Sempre!
Humberto Sério
P.S. – Tenho de reconhecer que após o 3ºgolo do Benfica ao Everton, resolvi não me sentar porque imaginava que passados 2 minutos estaria a comemorar outro golo! E assim foi num final de tarde glorioso no maior estádio de Portugal!
E assim se fecharam os ciclos eleitorais em Monchique, iniciados com as eleições europeias, passando pelas legislativas (O “porreiro pá!” passou agora a “concordas com o porreiro, pá?”) e terminando com as autárquicas, que resultaram na eleição de um novo Presidente da Câmara de Monchique.
Além desta estrondosa novidade, destaco a massiva participação dos eleitores Monchiquenses, que legitimam ainda mais os resultados, a não eleição da nossa conterrânea candidata do CDS como vereadora, a divisão dos diferentes órgãos pelos dois principais partidos, e que no final, tal como destaquei no último “esmiuçar”, ganhe efectivamente Monchique, que é decerto aquilo que todos pretendemos, independentemente da lista em que votamos naquele Domingo de “verão”, nas mesas de voto em Monchique, Marmelete e Alferce.
Mas passemos à verdadeira razão de existência deste pequeno espaço no JM:
- Diversão!
Ou seja, eu próprio procuro divertir-me quando escrevo estes textos, e como nestas últimas semanas tenho “enchido a barriga a rir” com o programa dos Gato Fedorento e com as fabulosas entrevistas aos “cromos” da politica nacional, imaginei em todos esses programas algo do género com os políticos locais.
O 1º programa contaria com a presença do Presidente da Câmara, que também utilizaria o argumento de que os filhos bem o tinham avisado que era melhor aturar os vereadores da oposição e as sessões na assembleia municipal.
Noutro programa um antigo Presidente não teria necessidade de se justificar, como Mário Soares, de ter recebido um beijo de um homem na sua visita a Sintra, nem da forma como teria perdido uma eleição, porque não saberia responder!
3ªsessão – O(a) presidente de uma junta de freguesia convidar-me-ia para provedor do cliente, e finalmente proporia o túnel que resolveria de uma vez por todas, e de uma só vez, um outro acesso a Monchique, à Fóia, a Portimão, e já agora, se não é pedir muito, à Picota. Obviamente que não podia comparar o Santana Lopes ao Presidente da Câmara, porque após isso, teria de comparar o nosso 1º, Sr. Engenheiro, a quem?
Na penúltima sessão estariam presentes, frente a frente, o presidente da assembleia municipal e o líder da bancada da oposição, que também iriam tentar passar por engraçadinhos, sem nunca disfarçar uma rivalidade evidente.
Por último, a presença do director do JM, do director da Rádio Fóia e da Televisão Independente de Monchique (se existe o Porto Canal, por acaso com a direcção de um antigo candidato à presidência do Glorioso SLB, porque não uma televisão em Monchique?), que falariam nas experiências vividas nos debates fratricidas dos diversos candidatos do passado à Câmara Municipal.
Portugal passou à fase do “Play-off” no acesso ao campeonato do mundo de futebol de 2010 na África do Sul, e agora, vem o dilema de assistir ao Portugal-Bósnia na Catedral da Luz, no dia 14 de Novembro, ou cumprir o sonho de ver ao vivo a banda que marcou uma geração, Depeche Mode, que tantos momentos altos provocou nas matines da “Sociedade” em Monchique, com músicas como “Enjoy the Silence”, “Just can’t get enough” e “Personal Jesus”!
Com alguma sorte, dará para cumprir os dois…
Até à próxima e, não se esqueçam, Monchique, Sempre!
Humberto Sério
P.S. – Tenho de reconhecer que após o 3ºgolo do Benfica ao Everton, resolvi não me sentar porque imaginava que passados 2 minutos estaria a comemorar outro golo! E assim foi num final de tarde glorioso no maior estádio de Portugal!
domingo, 25 de outubro de 2009
O Nostálico20
O Nostálico esmiúça os sufrágios em Monchique!
Estaria de certeza mais à vontade ao plagiar o programa televisivo dos Gato Fedorento há quatro anos atrás, mas as eleições em Monchique merecem ser esmiuçadas, sem nunca perder a possibilidade de recordar os gloriosos anos 80 e 90…
Aproxima-se o momento da verdade! Estará o actual Presidente da Câmara confiante na vitória que o conduzirá para o seu último mandato como Presidente da Câmara de Monchique? Será o Rui André e a sua equipa a terminar com o ciclo de vitórias autárquicas socialistas desde 1982? A surpresa virá da lista encabeçada pelo José Matias Francisco? Teremos a nossa “conterrânea” Ana Paula Santos como vereadora nos próximos quatro anos? Conseguirá o Bloco de Esquerda um resultado próximo dos dois Partidos com mais votos nas últimas eleições em Monchique? Ah! Não há lista do Bloco para as autárquicas em Monchique! Caso tivesse aparecido, talvez funcionasse como a lista do CDS em 1982! Ou talvez não, dada a presença da lista do MEP. Ooops! Também não apareceu…
Antes do momento autárquico, tivemos as eleições legislativas, que podem ter servido como um “aquecimento” para as “nossas” eleições! No entanto, para as referidas legislativas, tal como sucedeu nas Europeias, as verdadeiras surpresas nos votos acabaram por chegar do partido de Francisco Louçã e pelo de Paulo Portas, mesmo em Monchique! Para não falar no melhor resultado do Algarve, registado no nosso concelho, em termos de abstenção, o que pode indiciar uma forte afluência ás urnas no próximo dia 11 de Outubro, que legitimará ainda mais os resultados apurados.
Serão de certeza duas semanas de verdadeira disputa eleitoral, ainda para mais, quando ela acontece num concelho em que “toda a gente” se conhece, onde se encontram amigos e família dos diferentes lados da “barricada”.
O movimento que se verificará junto do quartel dos bombeiros, nos dias da votação, será tudo, menos a 80km/hora, salvo se voltássemos aos gloriosos anos 80, e a votação se dividisse pelos edifícios da Câmara Municipal, da Casa do Povo e da Junta de Freguesia (onde eu votei pela 1ªvez, no “longínquo” ano de 1991 para as eleições presidenciais).
No desporto, como são os casos da fórmula 1 e do futebol, as equipas são penalizadas quando agem incorrectamente, e quando o “fair-play” é ignorado (ou pelo menos assim deveria ser!). Ora, na política, deveria existir algo semelhante que penalizasse os políticos incumpridores.
Ou seja, nas promessas eleitorais não cumpridas, deveria ser retirado no resultado eleitoral uma percentagem de votos.
Chateia-me imenso a utilização “barata” de promessas eleitorais que depois não são cumpridas durante os mandatos, utilizando-se geralmente os “artifícios” da desculpa com “qualquer coisa”!
Ainda hoje me recordo do inicio dos anos 90 em que me deslocava habitualmente a Monchique numa estrada nacional sem condições, num período em que o primeiro ministro, algarvio e actual presidente da republica, com duas maiorias absolutas, nada fez relativamente à auto-estrada que apenas ficou finalizada pós-Expo98 de Lisboa, quando já tinham sido acumuladas horas e horas de trânsito no sempre bonito Alentejo, desde que explorado de uma forma diferente da permanência excessiva no trânsito!
Quando na actividade empresarial se discute um orçamento no inicio de um período, é sobre o mesmo que se avaliam no final os resultados da sua aplicação, e caso não se atinjam os resultados acordados, podendo os mesmos ser revistos periodicamente, garanto-vos que não são aceites qualquer tipo de desculpas, e assim devia ser na politica local e nacional!
Como diz o “Gato”: - “Ah! E tal, e coiso!”;
- “Ah! E tal, e coiso! Nada!”
Prometem? Cumpram! Nada mais é pedido a quem é eleito por quem elege…
Digo eu!
Boa e esclarecedora campanha, bom acto eleitoral, que Portugal vença a Hungria no sábado que antecede as eleições autárquicas, e que no fim seja Monchique efectivamente a ganhar, são os desejos de quem anda há 20 edições no JM a 80km/h…
P.S. (ou D) – Como diz o “outro”: Porque vês os jogos do Benfica, se ganha sempre?
- Para ver por quantos…
Ah! E parabéns ao Clube do Porto pelos seus 103 anos (sim, 116 anos só mesmo na cabeça do Pinto da Costa e do Topo Gigio! Que vergonha!)
Estaria de certeza mais à vontade ao plagiar o programa televisivo dos Gato Fedorento há quatro anos atrás, mas as eleições em Monchique merecem ser esmiuçadas, sem nunca perder a possibilidade de recordar os gloriosos anos 80 e 90…
Aproxima-se o momento da verdade! Estará o actual Presidente da Câmara confiante na vitória que o conduzirá para o seu último mandato como Presidente da Câmara de Monchique? Será o Rui André e a sua equipa a terminar com o ciclo de vitórias autárquicas socialistas desde 1982? A surpresa virá da lista encabeçada pelo José Matias Francisco? Teremos a nossa “conterrânea” Ana Paula Santos como vereadora nos próximos quatro anos? Conseguirá o Bloco de Esquerda um resultado próximo dos dois Partidos com mais votos nas últimas eleições em Monchique? Ah! Não há lista do Bloco para as autárquicas em Monchique! Caso tivesse aparecido, talvez funcionasse como a lista do CDS em 1982! Ou talvez não, dada a presença da lista do MEP. Ooops! Também não apareceu…
Antes do momento autárquico, tivemos as eleições legislativas, que podem ter servido como um “aquecimento” para as “nossas” eleições! No entanto, para as referidas legislativas, tal como sucedeu nas Europeias, as verdadeiras surpresas nos votos acabaram por chegar do partido de Francisco Louçã e pelo de Paulo Portas, mesmo em Monchique! Para não falar no melhor resultado do Algarve, registado no nosso concelho, em termos de abstenção, o que pode indiciar uma forte afluência ás urnas no próximo dia 11 de Outubro, que legitimará ainda mais os resultados apurados.
Serão de certeza duas semanas de verdadeira disputa eleitoral, ainda para mais, quando ela acontece num concelho em que “toda a gente” se conhece, onde se encontram amigos e família dos diferentes lados da “barricada”.
O movimento que se verificará junto do quartel dos bombeiros, nos dias da votação, será tudo, menos a 80km/hora, salvo se voltássemos aos gloriosos anos 80, e a votação se dividisse pelos edifícios da Câmara Municipal, da Casa do Povo e da Junta de Freguesia (onde eu votei pela 1ªvez, no “longínquo” ano de 1991 para as eleições presidenciais).
No desporto, como são os casos da fórmula 1 e do futebol, as equipas são penalizadas quando agem incorrectamente, e quando o “fair-play” é ignorado (ou pelo menos assim deveria ser!). Ora, na política, deveria existir algo semelhante que penalizasse os políticos incumpridores.
Ou seja, nas promessas eleitorais não cumpridas, deveria ser retirado no resultado eleitoral uma percentagem de votos.
Chateia-me imenso a utilização “barata” de promessas eleitorais que depois não são cumpridas durante os mandatos, utilizando-se geralmente os “artifícios” da desculpa com “qualquer coisa”!
Ainda hoje me recordo do inicio dos anos 90 em que me deslocava habitualmente a Monchique numa estrada nacional sem condições, num período em que o primeiro ministro, algarvio e actual presidente da republica, com duas maiorias absolutas, nada fez relativamente à auto-estrada que apenas ficou finalizada pós-Expo98 de Lisboa, quando já tinham sido acumuladas horas e horas de trânsito no sempre bonito Alentejo, desde que explorado de uma forma diferente da permanência excessiva no trânsito!
Quando na actividade empresarial se discute um orçamento no inicio de um período, é sobre o mesmo que se avaliam no final os resultados da sua aplicação, e caso não se atinjam os resultados acordados, podendo os mesmos ser revistos periodicamente, garanto-vos que não são aceites qualquer tipo de desculpas, e assim devia ser na politica local e nacional!
Como diz o “Gato”: - “Ah! E tal, e coiso!”;
- “Ah! E tal, e coiso! Nada!”
Prometem? Cumpram! Nada mais é pedido a quem é eleito por quem elege…
Digo eu!
Boa e esclarecedora campanha, bom acto eleitoral, que Portugal vença a Hungria no sábado que antecede as eleições autárquicas, e que no fim seja Monchique efectivamente a ganhar, são os desejos de quem anda há 20 edições no JM a 80km/h…
P.S. (ou D) – Como diz o “outro”: Porque vês os jogos do Benfica, se ganha sempre?
- Para ver por quantos…
Ah! E parabéns ao Clube do Porto pelos seus 103 anos (sim, 116 anos só mesmo na cabeça do Pinto da Costa e do Topo Gigio! Que vergonha!)
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O Nostálico19
Enfim, mais umas férias de verão que passaram, segundo alguns com muitos “disparates”, e segundo outros, ou os mesmos, com uma esperada tendência para o fim da crise!
Sobre a crise recordo-me do velho termo: “O algodão não engana!”
Que também fica bem com: “Não me atires areia para os olhos!”
Em Monchique, quase tudo na mesma, com uma renovada e esperada abertura da “Nora”, permitindo a todos os locais e visitantes, melhor desfrutar do nosso “Rossio”.
Os Buraka Som Sistema a abrir a porta para a potencial vinda dos Black Eyed Peas a Monchique no próximo ano, e a constatação que se apagou a luz no Convento, porque “amuou”, e resolveu virar, definitivamente, ou não, as costas à Vila.
Como já tinha escrito na última edição do Nostálico, há mais de vinte anos, seis elementos do Corpo Nacional de Escutas de Monchique, deixaram a sua marca numa descida do Rio Arade em Jangada, ao terminar essa fantástica jornada em 1ºlugar da sua classe, e em 2ºlugar da geral, “batendo o pé” à malta do litoral, que nunca contariam com o “baile” valente que a equipa Águia do agrupamento 366 lhes deu.
Quem não se recorda dos famosos livros de Isabel Alçada, “Uma aventura na…”?
Pois, penso que (como diz o Cristiano Ronaldo) as epopeias desta malta deviam dar origem a um livro, começando exactamente pelo titulo:
- Uma aventura no Arade!
Capítulos:
- Construção da Jangada (O nó de Porco, a supervisão do aventureiro Português Serpa Pinto e os bidões milagrosos do Águas);
- Na barragem da Ribeira das Canas (afinal, a jangada funciona!);
- Ulisses Alves, o herói do grupo, aparece no Porto de Lagos depois de terminada mais uma viagem bem regada de aventuras;
- As fantásticas sapatilhas “RébóK” desaparecidas em Silves e o descanso do herói;
- Ulisses trava uma batalha de vida ou morte no Rio com um crocodilo, e perde a faca de mato do “pequeno sobreiro”;
- Onde está a cenoura? Rema!
- Chegada vitoriosa à Vila Nova de Portimão (provavelmente é para esta cidade que fugiu a “Luz” do Convento!).
Depois do sucesso deste presumível livro, outros sairiam, tais como:
- Uma aventura na Marioila;
- Uma aventura no Cansino;
- Uma aventura no Barranco do Demo (ou da Lerpa!);
- Várias aventuras no Selão.
Aliás, se Uderzo ler este texto (por alguma razão não sai “Astérix e os Lusitanos”!), talvez escreva o próximo livro de Astérix (“Astérix em Mons Cicus”), com uma aventura passada com os bravos resistentes da aldeia Mons Cicus, cercada pelos “romanos” de Porto à Mão, Silves, Lagos, Aljezur e Odemira.
Para terminar, uma última referência ao início da 1ªliga de futebol, com dificuldades acrescidas para o Glorioso Benfica, dado que para além dos jogos com o clube do apito dourado, ainda tem de medir forças com as duas filiais deste clube, Olhanense e Braga.
Este ano, a disputa entre os três grandes do futebol Português está abençoada, não tivesse o Benfica “um” Jesus, o Sporting “um” Bento e o Clube do Porto “um”…
Já me esquecia, este último, na sequência de algo imaginário como é um dragão, aparece agora com banda desenhada, Hulk (homens invisíveis já por lá passaram…)!
Até à próxima.
Sobre a crise recordo-me do velho termo: “O algodão não engana!”
Que também fica bem com: “Não me atires areia para os olhos!”
Em Monchique, quase tudo na mesma, com uma renovada e esperada abertura da “Nora”, permitindo a todos os locais e visitantes, melhor desfrutar do nosso “Rossio”.
Os Buraka Som Sistema a abrir a porta para a potencial vinda dos Black Eyed Peas a Monchique no próximo ano, e a constatação que se apagou a luz no Convento, porque “amuou”, e resolveu virar, definitivamente, ou não, as costas à Vila.
Como já tinha escrito na última edição do Nostálico, há mais de vinte anos, seis elementos do Corpo Nacional de Escutas de Monchique, deixaram a sua marca numa descida do Rio Arade em Jangada, ao terminar essa fantástica jornada em 1ºlugar da sua classe, e em 2ºlugar da geral, “batendo o pé” à malta do litoral, que nunca contariam com o “baile” valente que a equipa Águia do agrupamento 366 lhes deu.
Quem não se recorda dos famosos livros de Isabel Alçada, “Uma aventura na…”?
Pois, penso que (como diz o Cristiano Ronaldo) as epopeias desta malta deviam dar origem a um livro, começando exactamente pelo titulo:
- Uma aventura no Arade!
Capítulos:
- Construção da Jangada (O nó de Porco, a supervisão do aventureiro Português Serpa Pinto e os bidões milagrosos do Águas);
- Na barragem da Ribeira das Canas (afinal, a jangada funciona!);
- Ulisses Alves, o herói do grupo, aparece no Porto de Lagos depois de terminada mais uma viagem bem regada de aventuras;
- As fantásticas sapatilhas “RébóK” desaparecidas em Silves e o descanso do herói;
- Ulisses trava uma batalha de vida ou morte no Rio com um crocodilo, e perde a faca de mato do “pequeno sobreiro”;
- Onde está a cenoura? Rema!
- Chegada vitoriosa à Vila Nova de Portimão (provavelmente é para esta cidade que fugiu a “Luz” do Convento!).
Depois do sucesso deste presumível livro, outros sairiam, tais como:
- Uma aventura na Marioila;
- Uma aventura no Cansino;
- Uma aventura no Barranco do Demo (ou da Lerpa!);
- Várias aventuras no Selão.
Aliás, se Uderzo ler este texto (por alguma razão não sai “Astérix e os Lusitanos”!), talvez escreva o próximo livro de Astérix (“Astérix em Mons Cicus”), com uma aventura passada com os bravos resistentes da aldeia Mons Cicus, cercada pelos “romanos” de Porto à Mão, Silves, Lagos, Aljezur e Odemira.
Para terminar, uma última referência ao início da 1ªliga de futebol, com dificuldades acrescidas para o Glorioso Benfica, dado que para além dos jogos com o clube do apito dourado, ainda tem de medir forças com as duas filiais deste clube, Olhanense e Braga.
Este ano, a disputa entre os três grandes do futebol Português está abençoada, não tivesse o Benfica “um” Jesus, o Sporting “um” Bento e o Clube do Porto “um”…
Já me esquecia, este último, na sequência de algo imaginário como é um dragão, aparece agora com banda desenhada, Hulk (homens invisíveis já por lá passaram…)!
Até à próxima.
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