quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Nostálico35

Corria o ano de 1986, quando no 1º dia de aulas na então nova escola C+S de Monchique, já no decorrer do 2ºperiodo, após realização do 1º período do 8ºano de escolaridade (no meu caso), no antigo ciclo preparatório situado no antigo largo da feira de Monchique, eu e mais cinco colegas somos convidados para tirar uma fotografia à entrada da nova escola pelo então colaborador do Jornal de Monchique, João Vila. E, foi a partir desse número, depois de termos sido confrontados pelos outros colegas, e pela família e amigos, acerca da publicação dessa foto, que passei a dar a devida atenção ao Jornal de Monchique.
Por falar em ciclo preparatório, um conjunto de pavilhões pré-fabricados, recordo-me que não tive oportunidade de conhecer, como aluno, o colégio de Santa Catarina, sendo no entanto um espaço que guarda muitas histórias e recordações da nossa terra, mas, com vontade de, se falasse, gritar bem alto: “Salvem-me!”

Também foi no Jornal de Monchique que eu e o meu amigo Marco Águas publicamos o 1º espaço policiário, com um caso de grande “complexidade”, que resultou no envio de algumas respostas dos leitores do JM, ou melhor dizendo, dos inspectores/detectives Varatojo e Sherlock Holmes do nosso concelho.
Durante um pequeno período de tempo, apenas dois jornais em Portugal publicavam um espaço deste género, o Jornal de Monchique e o saudoso Diário Popular.

Enfim, apenas duas referências que, no meu caso pessoal marcam a relação com o nosso Jornal.

Mais recentemente, e após 19 anos a viver fora do nosso concelho, onde o Jornal de Monchique tem sido também um óptimo parceiro de divulgação das últimas noticias e novidades da nossa terra, tenho desenvolvido e escrito com muita satisfação algumas linhas de situações ocorridas no passado, algumas pequenas brincadeiras utilizando locais e eventos de Monchique, e obviamente também fazendo um comentário sempre “útil” da vida dos “três grandes” do futebol Português, ou melhor, um grande e Glorioso, e dois clubes de bairro de Lisboa e Porto, Alvalade e Antas.

Também já fiz 25 anos, e como recordo com muita saudade esse ano de realização da viagem de finalistas da universidade, espero que este ano de 2010 seja também motivo de satisfação quando recordado pelos colaboradores e leitores do JM daqui a muitos anos.

Termino a 80 luzes de Natal/hora para desejar um feliz aniversário ao JM, os desejos ainda maiores de um futuro com isenção e rigor nas noticias que todos os seus leitores anseiam, e por fim com os desejos de um Feliz Natal e Boas Festas para todos os leitores do JM, e em particular do Nostálico.

O Nostálico34

No fim-de-semana passado, aproveitando para não recordar os últimos episódios no meu clube, o tal que é o maior do mundo, além das maças que os adeptos leoninos enviaram “carinhosamente” para o seu antigo capitão, que deixou de tomar o seu pequeno almoço junto do autor deste texto na “mui nobre” aldeia da Atalaia, para beber um “cimbalinho” em Rio Tinto ou Gondomar antes da deslocação para o Olival, despertou-me à atenção no jogo entre o 2º e o 3º maior clube de Portugal, os movimentos (“saltinhos”) do treinador do Clube das Antas, que já tinham sucedido no jogo em Guimarães, movimentos esses que me fizeram lembrar um macaco chinês aos saltinhos!
Dado que não me parece justo associar a sua imagem à do melhor treinador do mundo, José Mourinho, julgo que esta associação é mais feliz, podendo até pensar-se nele em cima do ombro do “Marco”, à procura, não da sua mãe na Argentina, mas de novos jogadores (ou “jogadoras”!) para o clube do apito dourado.
Começo a ficar seriamente desconfiado que aquela malta é “obrigada” a beber alguma poção mágica, quando entra no mundo misterioso do Olival…

Por falar em macaquinho chinês, no final dos anos 80 em Monchique iniciei a minha pequena formação musical, aos sábados de manhã, na escola de música do Sr. Correia, na companhia dos meus amigos Rui Chaparro e Rui Marques, que mais tarde também me acompanharam na “Casa Ruvina” em Portimão, onde ficava enumeras vezes vidrado num orgão “Elka” de dois teclados.
Mas foi com o Sr. Correia que aprendemos os primeiros acordes, a arte de cantar os intervalos musicais (solfejo), e com quem tocamos pela primeira vez as músicas do “Órgão mágico”.
Inesquecível a 1ªmúsica tocada, “O balão do S. João”, e as actuações do trio maravilha, ao nível dos 3 tenores, Pavarotti, Domingo e Carreras, nomeadamente com o “rigolleto” “La Donna è mobile” de Verdi…
A relação do macaquinho das Antas com esta lembrança deve-se ao facto do Sr. Correia utilizar naquela data a imagem assustadora de um “velho chinês” quando o seu filho Ruben resolvia nos distrair com as suas diabruras.
(Um grande abraço para o Sr. Correia e para o Ruben)
Enfim, pela impossibilidade da existência, à data, de aulas de educação musical no antigo ciclo preparatório sito no largo em frente ao Mirante, onde hoje reside um parque de estacionamento, e também na C+S de Monchique, ficou a cargo do Sr. Correia, pelo menos para este restrito grupo de miúdos Monchiquenses, a formação musical adequada.
Também pela inexistência de educação física durante o mesmo período, foi no velhinho pelado do JDM, durante os treinos de iniciados, juvenis e juniores deste clube, que muitos jovens substituíram esta vertente tão importante do seu crescimento.

Depois da habitual crónica sobre a telenovela dos Andrades e das recordações da aprendizagem de música em Monchique, nada como o regozijo, ou não, da aprovação do orçamento de Estado para 2011, sendo que, ninguém está livre da chegada do “Tio” FMI, como muito bem o caracterizou o economista João Duque, e aproveitarmos para uma passagem pelo sapateiro, de forma a que este aumente um furo no já agastado cinto do povo trabalhador (Calma, amigo Edu! Por falar em povo trabalhador, e também pela barba à Guevara, nada me impede de também questionar como estaria o nosso Portugal se não tivesse ocorrido o atentado de Camarate, que vitimou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, agora que passa mais um aniversário dessa infeliz data?).

Hoje não me despeço a 80Km à hora, mas sim a 90Km/h, porque na procura de temas dos Oasis no “Youtube” redescobri novamente excelentes temas dos “The Verve”, como “Lucky Men” e “Sonnet”, e sugiro que os oiçam, porque são hinos da última década do século passado…

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Nostálico33

Na década de 80 o que mais se aproximava da noite do “Halloween” em Monchique, era a abóbora laranja “metálica” que o meu amigo José Carlos tinha desenhado no seu casaco de ganga!
Agora, porque a minha filha tinha um trabalho da escola relacionado com a noite do “Halloween” e o dia de todos os santos, passei algumas horas da noite de domingo para segunda-feira, dia 1 de Novembro, a bater às portas (ou melhor, a passar a vergonha!) de alguns amigos em Portimão onde as minhas filhotas magnificamente vestidas de bruxinhas diziam num grito bem sonoro:
“- Doçura ou travessura?”

Na minha infância e juventude vividas em Monchique, o mais semelhante a este tipo de bater de portas, foram as noites de Janeiras e de Reis, e também quando ia buscar o leite ao Pé da Cruz (sim, leite num recipiente “Tupperware” directamente chegado das vaquinhas, anos antes de aparecerem os primeiros e famosos pacotes de leite de um litro!), e de regresso batíamos às portas dos vizinhos, muitas das vezes perseguidos por estes quando éramos descobertos!

Neste último fim-de-semana em Monchique, além da noite das bruxas, a memória levou-me aos magustos e aos cogumelos!
Se os magustos foram o que os nubentes de Monchique nascidos em 1972 e 1973 mais próximo estiveram dos tempos de tropa (80% da malta livre à inspecção), devido aos níveis bem elevados de carvão na cara, fazendo inveja a qualquer disfarce com carvão das nossa tropas em exercícios de guerra, foi uma deslocação à estrada do Alferce para apanharmos cogumelos que melhores recordações carrego sobre este tão delicioso alimento.
Na encosta da Umbria, num acesso à data bem complicado, sempre a subir para as Cortes, demos conta, junto de uma mata de eucaliptos, de algo que mais parecia uma plantação cuidada de cogumelos…
De facto, existem memórias que deviam estar suportadas por uma boa fotografia, mas nessa data, tinha muito mais piada estarmos munidos das “Tip-Top” e/ou das “BMX” do que uma máquina fotográfica para registar os momentos que hoje são inesquecíveis nas nossas memórias, fossem eles por exemplo a famosa apanha dos cogumelos, que pareciam plantados pela mão humana, ou as também famosas quedas das bicicletas, numa fase em que ainda não existia a “obrigação” dos agora obrigatórios capacetes!
Enfim, esta aventura culminou com uma saca bem cheia de cogumelos, que encheu em poucos minutos, porque éramos seis amigos a disputar o título de Rei do Cogumelo!

Para terminar, e porque falei em castanhas e cogumelos, nada como uma espreitadela ao evento “Sabores de Outono” em Monchique, fazendo força para que o Glorioso SLB consiga uma vitória no Coliseu Romano das Antas (propriedade de uma sociedade que também possui uma frutaria e uma empresa de fabrico de equipamento passível de utilização em escutas telefónicas!), onde além da presença de gladiadores, aparecem mais fanáticos do golfe do que numa qualquer prova do “masters” do circuito mundial desta modalidade.
Também não poderia despedir-me sem deixar uma “pequenina” sugestão ao ainda governo de Portugal, que tanta “dificuldade” tem em reduzir a despesa pública:
- Existem cerca de 1500 organismos públicos e 4500 administradores nessas mesmas entidades em Portugal. Que tal começar por reduzir também esse número em 10%?

Até Breve, numa folha caída de uma árvore a 10km/hora.

O Nostálico32

Escrevo estas linhas na noite que precede a derrota do Glorioso SLB na Alemanha, e pior do que isso, depois das notícias divulgadas pelo nosso 1º em horário nobre, na companhia do seu leal escudeiro, Sancho…, desculpem! Escrevia ministro das finanças!
Verdade que o horário nobre coincidiu com a hora do jogo atrás referido, e alguns milhões de Portugueses vão amanhã acordar com as noticias que o IVA vai subir 2%, que os salários da função pública (por enquanto) vão descer 5%, que a frota de carros de luxo das Águas de Portugal não foi renovada (era só o que faltava!), não tendo no entanto sido reduzida! Que ninguém entende como após PEC 1, PEC 2 e mais não sei quantas trapalhadas, não há quem explique porque razão a despesa pública cresceu nos últimos meses, e ninguém sabe, ou não quer saber, como reduzir o verdadeiro “elefante branco” do Estado Português!
É mais fácil fazer demagogia, como o nosso 1º, invocando que a redução da despesa pública faria diminuir a qualidade e a oferta de serviços públicos, como a saúde e a educação!
E o despesismo do Estado? E a velha táctica do “Brainstorming”? Ou seja, reunir à mesa os “cavaleiros da távola redonda”, vulgo ministros, reduzindo em cada um dos seus pelouros, os decerto muitos despesismos que cada um poderia de imediato identificar, seria assim tão difícil?
Agora entendo o comentário de um amigo meu que hoje dizia: “Estava ansioso por regressar a Portugal há cinco anos atrás, e agora já estou com saudades de Bruxelas.”
Lamento imenso utilizar este espaço, onde nas últimas trinta e uma edição recordo momentos dos anos 70, 80 e 90 em Monchique, para falar nas medidas de austeridade anunciadas pelo executivo mas, digamos que a derrota do SLB levou-me a malhar em algo…

Recentemente a realização de uma corrida de touros em Monchique, integrada no programa da Feira do Presunto, levou-me a recordar outros eventos do passado, realizados pela 1ªvez no nosso concelho, segundo a minha memória.
Por exemplo, recordo-me da actuação de um grupo de actores do teatro de revista, chegados do parque Mayer em Lisboa, no palco da casa do Povo, no final da década de 70, com os lugares completamente esgotados (até eventualmente aparecer algum local próprio para este tipo de eventos, talvez o velhinho espaço da Casa do Povo, depois de “arranjadinho”, servisse para a actuação de algum grupo de teatro…).
Também me recordo da 1ª prova de motocrosse realizada na pista da Fóia entre meados e o final da década de 80, de um desfile de moda realizado pelos alunos da Escola C+S de Monchique, nas instalações desta escola, também no final da referida década, e da presença do então campeão de rallyes Markku Allen ao volante do saudoso Lancia Delta, arrepiando caminho nas estradas de terra do nosso concelho. Sobre rallyes, também recordo as digressões às diversas classificativas do rally do Algarve, com o meu amigo Joanne ao volante de um Volkswagen Brasília, tendo como banda sonora a música do Rui Veloso: “A gente vai na digressão”.
Já no ano passado, percorrendo as estradas do baixo Alentejo, para acompanhar as classificativas do rally de Portugal, o meu amigo Alexandre não teve tanta sorte e/ou perícia quanto o condutor do Brasília, e perdemos algumas dessas classificativas, porque após “calçar as luvas” não conseguiu segurar o Corsa, que embateu num pequeno mural, segundo ele: “Muito pequenino e escondido entre as ervas!”

Por falar em eventos realizados, ou por realizar, no nosso concelho, talvez seja a hora da realização de um jogo de futebol entre os veteranos do JDM e os veteranos do SLB, para comemorar, por exemplo, o aniversário do Juventude…
E por falar em futebol, tratando-se de uma grande promessa do passado no futebol juvenil do JDM, queria aproveitar para enviar uma abraço para o meu amigo João José, que embora tenha nome de craque do Voleibol, foi no futebol Monchiquense que mais se notabilizou! Enfim, mais um nome para fazer frente a Chalana e Co.

Até à próxima, a 120km/h, ainda sem portagens na via do infante…

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Nostálico31

Com a “seally season” a terminar, ou melhor, talvez a começar, e fazendo votos para que os deputados da nação faltem menos às sessões na Assembleia da Republica, devendo os faltosos serem penalizados com a prestação de um serviço social, à imagem do que foi proposto, e bem, para quem beneficia do subsidio de desemprego e do rendimento mínimo garantido (principalmente para aqueles que beneficiam indevidamente), a “época da caça” está prestes a começar…
O “campeonato” está ao rubro, e segundo dizem, o duelo entre a revisão constitucional e a aprovação do orçamento está para durar, com o “árbitro” de Belém pouco interessado em intervir.
Mas, por favor, quando será que os nossos governantes entendem que o nosso “elefante branco” se chama “despesa pública”, e este item, sim, terá de ser considerado o “inimigo público nº1”, parafraseando o habitante de pântanos, Eng. António Guterres.
Todos nós sabemos que é mais fácil procurar nos bolsos de cada um, mas algo me diz que os bolsos vão ficando cada vez mais vazios!

O campeonato da 1ªliga de futebol começou, o Braga arrasou, o Clube das Antas beneficiou de uma arbitragem “cuidadosa” em Vila do Conde e o maior clube do mundo vai decerto encontrar o bom caminho para mais um título Nacional, com o “calhambeque” do Roberto ou sem ele…
Entretanto, o outro clube da 2ªcircular, de Alvalade, mostrou finalmente alguma raça na Dinamarca e deu a oportunidade ao seu director desportivo para comprar algum fato nórdico para a sua colecção. No carnaval, para “contrariar” os restantes dias do ano, irá mascarar-se de adepto portista, que tanto gosta…
No reino da selecção Nacional de futebol continua outro duelo bem interessante de seguir, entre o “tudo, menos treinador” Queiroz, e os “tudo, menos bons gestores” directores da Federação!
E esta “soap-opera” a decorrer entre a visita dos inspectores da FIFA à candidatura ibérica, e os 1ºs jogos de qualificação para o Euro2012!
Sorte a FIFA ter um presidente que vai abafando estes tristes episódios com o descaramento com que anunciou a sua preferência pela candidatura inglesa, talvez ainda comprometido pela atribuição do Mundial2006 à candidatura alemã.
Todos estes últimos referidos, mais do que adequados para disputas no interior na ganadaria de Brito Pais!

Por falar em ganadaria, deparo-me actualmente com um pequeno dilema familiar, dado que a minha filha mais velha e uma das gémeas querem ver ao vivo uma tourada, e a outra gémea e a mãe preferem ficar em casa, manifestando-se completamente contra esta tradição.
Embora não seja aficionado, mas recordando-me de quanto o meu Pai gostava desta festa, e respeitando também o quanto as gentes desta zona onde resido, Alcochete/Montijo, gostam da festa taurina, resolvi de uma forma democrática o referido dilema!
Eu vou com duas das minhas filhas à monumental do Montijo, e a Rita e a minha mulher não vão…

Deixando o assunto touradas para a decisão pacifica que enunciei, em Monchique, durante o ano de 1992, surgiu a oportunidade, via Corpo Nacional de Escutas com o apoio da CM Monchique, de visitar a Expo92 em Sevilha, e eu tive a sorte de visitar este certame na companhia de um conjunto de amigos fabuloso, que resultou numa das viagens mais interessantes que fiz até hoje.
O pavilhão de Portugal encheu-nos de orgulho, dedicado à comemoração dos descobrimentos Portugueses, e nada devia aos mais mediáticos pavilhões dessa feira, nomeadamente Japão, Canadá, México (o tal da “grande seca”!), Arábia Saudita e Jamaica…
Sim, Jamaica porque “obriguei” os meus caríssimos companheiros Luis Pedro, padrinho Luis Duarte, Manuela, Anabela e Pedro Jorge (que andava sempre adoentado! Excepto quando fizemos a descida virtual de slalom gigante no pavilhão da Áustria) a visitar os tropicais stands das ilhas Caribenhas, para ouvirmos um pouco de reggae e bebermos umas “margaritas”…
Inesquecível também a presença junto a uma “amostra” de um Iceberg no pavilhão do Chile, e também junto de um extracto do muro de Berlim no pavilhão da Alemanha, à data já unificada.
Esta viagem, denominada como “rebajas ou não rebajas”, terminou com as habituais compras de recordação, sendo o boneco “El curro”o mais requisitado para este efeito.

Despeço-me até à próxima, com uma paragem na feira do presunto em Monchique, partilhando completamente a ideia da alteração da data da sua realização, devendo-se ter aproveitado o momento para, eventualmente, ter sido também alterada a sua designação para “festival do presunto”.
Bem hajam.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Nostálico30

Se Portugal habitualmente está associado a Fátima, futebol e fado, nesta época eu associo-o mais facilmente a férias, futebol e festivais…
Férias são férias, futebol está indubitavelmente associado aos torneios de pré-época, realizados fora e dentro do País, alguns deles na região do Algarve.
Os festivais de música realizam-se de norte a sul, cada vez mais merecendo a presença de grandes estrelas mundiais, como são o caso de Prince e Onemenwork (vais ser caro amigo! Abraço) …

Vou começar pelo futebol, sem esquecer a medíocre campanha dos navegadores em solo africano, motivada essencialmente pela fraca inteligência táctica do Sr. Prof. Carlos Queiroz, e também com os “devidos” parabéns ao novo campeão mundial, a Selecção da Catalunha!
Passado que está um mundial sem grandes motivos de regozijo para quem gosta de bom futebol, excepto numa região de Espanha, passemos então para a pré-época dos clubes da 1ªliga.
Talvez seja a 1ªvez que neste espaço me apetece “malhar” no glorioso SLB!
Mas que ideia idiota foi esta de contratarem um guarda-redes dispensado de um clube de Madrid ao nível de um clube da nossa praça sediado para as bandas de Alvalade em Lisboa, quando por metade do preço podiam ter ficado com o titular da selecção Nacional, o grande Eduardo?
Este sim a par do melhor defesa esquerdo do Mundo, Fábio Coentrão, as grandes surpresas positivas da nossa selecção no mundial realizado na pátria de Nélson Mandela.
Mas, trata-se do campeão Nacional, e esperemos que as boas indicações dadas nos jogos contra o Guimarães e Mónaco se mantenham no inicio do campeonato para que o País se encha novamente de encarnado no final da temporada!
Sobre os outros rivais do meu clube, o Clube das Antas e do apito dourado, e o outro clube de Lisboa que deixa fugir o seu capitão para a equipa dos Andrades de uma forma no mínimo estranha, não se coibindo o seu director desportivo de se assumir como anti-Benfiquista, apenas devo referir que espero sinceramente maior réplica do que aquela que deram no ano transacto para não ficarem atrás do outro Sporting, mas de Braga!
O Algarve terá duas equipas na 1ªliga, o Olhanense e a filial do Clube das Antas, esperando ansiosamente pelo jogo Portimonense-Clube das Antas, para comprovar os abraços e os beijinhos dos dois presidentes, quando o último jogo entre estas duas equipas para o mesmo campeonato resultou numa “roubalheira” e pela descida da agora filial ao escalão secundário…

Os torneios de verão também se jogam desde há muito em Monchique, e recordo alguns desses célebres momentos dos anos 80, nos jogos disputados entre as temíveis equipas do Paraíso da Montanha, Pneugalo, Travessa, Caixa Agrícola, e também algumas em que joguei como a Rádio Fóia e a equipa de atletismo do JDM, já aqui referenciada num anterior Nostálico, devendo também recordar uma equipa denominada “Cantareira”, nome retirado de uma divertida telenovela brasileira, “vereda tropical”, que animou um desses torneios de verão no então pelado campo do JDM.
Por falar em JDM, os meus parabéns e desejos de um bom trabalho ao meu amigo Victor Santos, a quem me surpreendeu pela “chamada” de um velho amigo para uma vice-presidência, Paulo Alves, que grande mais-valia apresentará decerto neste novo elenco! Força malta!

Passando aos afamados festivais de verão, já tive oportunidade de verificar via “facebook”, que os famosos bailaricos vão voltar às noites quentes da serra, e também que um festival da juventude, ou semana da juventude, também animarão as referidas noites. Numa fase azeda da vida Portuguesa, nada como bons motivos para animar a malta, seja em Monchique, seja em outro qualquer local de Portugal e da Europa.
Dos festivais mais mediáticos realizados nesta época, aquele que se encontra mais próximo do nosso concelho é o “sudoeste”, e pelo cartaz apresentado, que a mim pessoalmente diz muito pouco, será reforçado novamente com enorme afluência de malta ávida por música e diversão.
Há cerca de vinte anos atrás, em conversa com dois amigos do Alferce, surgiu a ideia de um festival do género, tendo o meu amigo Luis presenteado alguns dos seus amigos com a realização de um 1º “draft” desse projecto, na estrada entre o Alferce e a Fornalha, com resultados que não se apresentaram mais animadores porque algum pessoal resolveu “cair” na ribeira…
Imaginem que nessa data alguém se tinha lembrado de convidar o genro do nosso Presidente da Republica para estar presente nesse evento?
Não sei, mas ainda hoje seria bastante badalada mais uma edição do mediático festival “Alferce On the Rocks”, “Alferce Summer Festival” ou “ Alferce Kingston”.
Eu não me importava nada de tudo fazer para trazer os UB40 ao referido festival, não fosse pela música que concluiria o festival: Kinsgton Town, apenas alterada no seu refrão:
“Should be waiting in Alferce town!”
Não podendo ver os UB40 no Alferce, a caminho do Crato irei com todo o prazer no último fim-de-semana de Agosto para mais um memorável concerto (pelo menos para mim!).
Também não deixarei de marcar presença na festa com música dos anos 80 realizada num espaço que também é um “bocadinho” de todos os Monchiquenses, o Pavilhão do Arade. Um bom “nostálico” tem de marcar presença nesta festa.
Boas férias a todos, devagar e ainda sem pagar portagem na via do infante…

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Nostálico29

“Ayoba Portugal! Ayoba Monchique!”

Esta não será uma crónica de viagem de um rapaz de Monchique que aproveita o verão para sair do País, como escreve o nosso amigo Luis Baiona, mas sim uma crónica de viagem de um rapaz de Monchique que aproveita as fases finais de campeonatos do mundo e Europa para sair do país (excepto no Euro 2004), e apoiar a selecção Nacional de futebol.

Desde a presença da selecção das quinas no Euro96 em Inglaterra, que em conjunto com um grupo de amigos, aproveito as fases finais para assistirmos ao vivo a jogos da nossa selecção.
Já tive oportunidade de escrever em anteriores “nostálicos” algumas passagens relacionadas com estes eventos, recordando “nostálicamente” a viagem entre Londres e Sheffield, para assistir ao Portugal-Dinamarca, num mar verde e encarnado, a memorável noite na catedral da luz, depois de eliminarmos a Inglaterra nos penalties, a noite de música Portuguesa no restaurante “Vasco da Gama” em Gelsenkirchen, antes do Portugal-México e por último, a oferta de um cachecol a uma emigrante Portuguesa em Genéve, depois do Portugal-Turquia, que mais parecia a oferta da taça do mundo.
Enfim, momentos inesquecíveis onde marcamos a nossa presença, porque aderimos à participação nestes eventos organizados pela FIFA e pela UEFA.

Por isso, e como à data da escrita deste texto ainda não é possível saber o resultado do Portugal-Espanha, resolvi partilhar com os leitores do JM a viagem à África do Sul com os mesmos parceiros de sempre, para assistirmos ao Portugal-Coreia do Norte na Cidade do Cabo e Portugal-Brasil em Durban.
Obviamente que o resultado de 7-0 no Cabo, e o empate a “0” com o Pentacampeão em Durban não nos pode deixar a nós, Portugueses, envergonhados, mas como as escolhas, a táctica e a forma de estar do nosso seleccionador já foram largamente debatidos, e nada consensuais, julgo ser mais interessante deixar escrito outras passagens desta viagem, que não vulgos comentários futebolísticos.

A chegada ao aeroporto da Cidade do Cabo, vindos de Joanesburgo, apenas é comparável, em beleza vista do ar, à aterragem no aeroporto do Rio de Janeiro, e do nosso aeroporto da Portela, em Lisboa.
A Cidade do Cabo é fantástica, mas se no alto da “table mountain” temos uma vista única, e no cabo da boa esperança deixa-nos com uma ponta de orgulho, o local de referência desta cidade é sem dúvida “waterfront”, e a este local convergem os adeptos da maioria das selecções dos países presentes neste campeonato do mundo.
O policiamento é elevado, o movimento naquelas pequenas ruas e pracetas junto ao oceano é indescritível, e a possibilidade de tão depressa fazermos uma refeição sul-africana, ou uma Portuguesa no restaurante “Tasca de Belém” é algo que apenas é possível em locais universais, como se tornou aquele espaço na Cidade do Cabo.
Não tivemos oportunidade de visitar a “Robben Island”, onde Nelson Mandela esteve preso, mas o facto de ficarmos alojados no Hotel “Breakwater Lodge”, próximo de “Waterfront”, deixou-nos um pequeno sabor do que terá sido o “Apartheid” naquele distante país, dado tratar-se de uma antiga prisão transformada em hotel museu.

Durante a viagem entre o Cabo e Durban tivemos a oportunidade de privar com o jornalista do jornal “A Bola”, José Manuel Delgado, que inclusivamente publicou uma reportagem na edição deste jornal do dia seguinte sobre as diferentes histórias que ouviu nessa viagem, incluindo a nossa.
A convicção era enorme após a goleada do Cabo, e a recepção em Durban foi divertidíssima, porque qualquer sul-africano cumprimentava-nos elevando sete dedos das mãos, e nós respondíamos “Ayoba”, deixando-os ainda mais felizes, fazendo votos para que fosse a nossa selecção a elevar a taça, dado que os seus “bafana bafana” já estavam fora.

Durban tem uma comunidade Indiana muito elevada, dizendo-se que é a cidade com mais indianos fora da Índia, sendo mais habitual nos restaurantes e bares de “Florida road” a presença de inúmeros “Quéfrô?”, do que nos cafés das docas do Tejo.
Toda a festa do mundial nesta cidade centraliza-se junto às praias, onde se cruzavam tantos adeptos “canarinhos” e “tugas”, como os negros e indianos de Durban.
O ambiente que rodeou o Portugal-Brasil em Durban foi excelente, principalmente junto do estádio nesta cidade, e tal como no Cabo, qualquer um destes dois estádios ficaria bem num dos países da Europa Ocidental.

A organização deste mundial está perfeita, e à pergunta de um casal de sul-africanos brancos, indignados com a ideia existente na Europa de um País perigoso, sobre um nosso presumível regresso ao seu Pais, a nossa resposta foi positiva, mas de uma forma politicamente correcta, porque a África do Sul não é apenas “Waterfront” na Cidade do Cabo e “Golden Mille” em Durban! E isso também se consegue ver…

Despeço-me até à próxima, esperando não ser “obrigado” a “malhar” no Queirós nessa oportunidade. “Ke nako”…