sábado, 2 de novembro de 2013

O Nostálico59

Serra Natal foi o tema escolhido pelo município para celebrar o Natal na nossa terra este ano. Esperemos que as enchentes provocadas em Óbidos devido à "Vila Natal" possam ser também uma realidade com a "Serra Natal" em Monchique.
No meu caso, foi durante muitos anos, Natal na Serra!
Assim, agora todos podem dizer que passam o Natal na "Serra Natal".
Talvez um dia, depois da "tempestade" em que vivemos, possa ser visto, à imagem do que sucedeu numa campanha para a eleições autárquicas quando foram colocados cartazes em todas as árvores existentes na EN266 entre Monchique e a fronteira entre o nosso concelho e o concelho de Portimão, todas essas árvores com decoração alusiva ao Natal.
E, se nao é pedir muito, que possam ser vistos em toda a nossa serra com vastas extensões de mato e floresta abandonada, os pinheiros e os medronheiros que decoram naturalmente as encostas da "Sintra do Algarve", ou melhor, da Serra de Monchique porque, para mim, Sintra, depois de intervenção do homem, tornou-se "Monchique de Lisboa"...
Pinheiros e Medronheiros que muito bem podiam substituir as "pragas" eucalipto e acácia!
Como recordaçao de miúdo em Monchique, a olhar pela janela do meu quarto virada para a Picota, esperava que o menino Jesus aparecesse por trás da Montanha com um saco cheio de presentes, para encher a habitual meia pendurada na lareira da nossa casa.
Dado que a profecia nao se concretizou, e o mundo nao acabou em 2012, nem o Natal já conta para o descalabro habitual das equipas do Sporting por força do mesmo suceder hoje em dia logo no início do campeonato, nem merece a pena ouvir as mensagens de Natal de qualquer dos nossos politicos, desejamos todos que 2013 possa ser melhor do que 2012, embora as terriveis profecias dos "profissionais da desgraça" apontem exatamente para o contrário...
No presépio, guardo a imagem da semana passada quando reparei num em "Sants"/Barcelona, com uma figura que nao utilizamos em Portugal mas que, nesta fase, faria todo o sentido, a figura de "El Cagader"!
Despeço-me, como habitualmente nesta data, à velocidade das renas do Pai Natla com votos de um Feliz Natal e um Ano Novo de 2013, vá lá, melhor do que 2012...Ah! Claro, e com o Benfica Campeão...

O Nostálico58


As redes sociais têm coisas interessantes, e hoje uma delas deixou-me “nostálicamente” feliz!

Quem diria que ao fazer uma pequena referência no último Nostálico à original recepção a que habitualmente era sujeito, pelo amigo Xavier, quando entrava no “Travessa Bar”, recebia hoje o convite de “amizade” deste último e, espero eu com uma reabertura à muito esperada!

Recordo-me do Travessa de 1987, quando o chão era de calçada e as mesas e cadeiras de ferro. Recordo-me do Travessa de 1990, quando em algumas noites aquele pequeno mas “grande” espaço se tornava numa autêntica matiné.

Aliás, até numa “passerelle” se tornou uma noite de memoráveis recordações!

Cuidado, não vá a Fátima Lopes ter alguma ideia…

E, principalmente, quando discutia amigavelmente as últimas do Glorioso SLB com o “Mestre Zé”, ou, à data, o caciquismo da política local…

Enfim, bem-vindo Travessa!

 

Existem três personagens da vida Portuguesa que me chateiam, quase todas elas ao mesmo nível!

Mário Soares, Alberto João Jardim e Pinto da Costa!

Todos diferentes, todos iguais!

Há muito tempo que deviam estar calados.

 

Porque foi apenas retirado 30% à fundação do primeiro elemento deste “triunvirato”? Porque não 100%? Porque é que nunca mais foi publicado o livro sobre as “histórias” dos amigos de Macau? Porque não se retira definitivamente para o Vau e deixa de dizer coisas sem sentido?

 

Também porque azar não venceu Miguel Albuquerque as eleições no PSD Madeira? E esteve tão próximo…Porquê Cuba? Não me parece que a Madeira seja uma “Flórida”!

 

Porque não foram aceites judicialmente como provas as escutas telefónicas sobre os actos de corrupção levados a cabo pelo 3ºelemento? Porque vibrou este elemento com o golo da Grécia na final do Euro2004? Porque razão se lembra ele do nome do árbitro do 1º jogo como presidente do clube das Antas e dos Andrades?

 

Calem-se! Ambos, e vão todos andar em cima de uma tartaruga nas Seychelles, encharcarem-se de poncha no chão da lagoa ou a caminho de Roma para uma visita ao papa com digníssimas acompanhantes do “Calor da Noite”.

 

Vivemos numa época em que já não há paciência para “dinossauros”, e muito menos para dragões, até porque são animais mitológicos, ou seja, que nunca existiram!

 

Até em Monchique, como teria sido caso não tivesse o poder politico nas mesmas “mãos” durante 27 anos?

Pois, fica a dúvida e uma questão por responder.

 

Depois da “Troika”, virá a bonança. Espero eu, e mais alguns milhões de Portugueses!

Faria bem aos elementos da troika uma “digressão” a Monchique para uma prova cega de aguardente de medronho. Não duvido que logo depois muitas chamadas anónimas seriam realizadas…

 

Despeço-me hoje, pela referência ao “Travessa”, a 80Km/hora, ou a 170km/hora num “Bi-Campeão”.

O Nostálico57


Hoje de manhã, como é habitual aos domingos, após ter deixado as minhas filhas na catequese, passei pela padaria da Atalaia, e para casa trouxe o pão quente e a broa com passas. Isto não teria qualquer interesse, não fosse esta visita me ter recordado de tantos episódios hilariantes e os famosos bolos de torresmo na padaria do nosso amigo Xavier!

 

Não sei se gostava mais de saborear aquele bolo de torresmo ainda quente e de sabor único, ou as conversas mantidas com o meu amigo Xavier.

Nessas noites, muitos reencontros a referida padaria proporcionou, muitos momentos de confraternização, muitos pensamentos partilhados e discutidos naquele espaço, sempre com a altiva opinião final do nosso amigo.

E, quando assim não era, no “distante” Travessa, era sempre uma “delícia” ser recebido pelo DJ de serviço: “Chegou o nosso amigo Sério!”

Bem-haja amigo Xavier, e muito obrigado!

Hei-de continuar a prestar os devidos agradecimentos…

Talvez existam, mas decerto poucos, aqueles que nunca tiveram a oportunidade de partilhar os referidos momentos e saborear os únicos bolos de torresmo na padaria mais famosa de Monchique.

Para mim, também funcionava como um local “nostálico”, talvez por ser a padaria onde muitas vezes tinha ido em criança, a padaria do meu tio Fernando.

Enfim, existem locais, alguns ainda existentes, como é o caso da padaria do amigo Xavier, e outros desaparecidos, como o caso da loja do “Avelarinho”, que fazem parte da nossa infância e adolescência em Monchique, e neste espaço procurarei integrar esses locais.

 

No passado dia 7 de Setembro, o 1ºministro deu um tiro no pé com o episódio da TSU, quando deveria ter pedido demissão após o chumbo do tribunal constitucional à medida sobre os subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos.

O “atentado” fiscal que é o aumento do IRS para 2013 não faz qualquer tipo de sentido, e socialmente poderá trazer demasiados problemas.

A coligação governamental parece presa por fios, e já chateia a gestão de “feirante” do ministro dos negócios estrangeiros.

O presidente da república fala pouco, um ex-presidente fala demais e na sua maioria barbaridades! Pelos vistos, deverá ter pouco para fazer na sua fundação…

O líder da oposição é Seguro, mas apenas no nome!

Os partidos da extrema esquerda não aprovam a redução dos deputados na Assembleia da Républica!!!

Enfim, assim vai a política no nosso País!

Para não falar daquela que se vai vivendo no nosso concelho, como foi o caso da discussão e votação de um ponto da última assembleia municipal. Na minha opinião, sempre a mesma, não se ganham e perdem eleições autárquicas nas sessões e reuniões dos diversos órgãos autárquicos!

 

Ainda sobre Portugal, não posso deixar de partilhar convosco aquilo que penso sobre a redução da despesa pública. Cerca de 20% da despesa pública é gasta em salários (funcionários públicos, e depois aparecem por exemplo as greves dos estivadores!!!), que em conjunto com a parte gasta com as pensões e demais subsídios, ultrapassa 50% do total da despesa pública (a minha intenção é apenas de chamar a atenção que deve ser prestada a esta elevada percentagem, pela medida chumbada pelo TC e por infelizmente maior do que devia!). Mais de 10% da despesa pública são gastos nos juros pagos aos nossos credores, e neste ponto concordo em parte com a necessidade de renegociar estes juros, pelo motivo anteriormente escrito sobre o IRS para 2013.

Em detalhe, e além da referência aos juros pagos aos credores, o governo deveria ter ido mais longe no caso das fundações (a montanha pariu um rato) e se facilmente “rompe” contratos de trabalho com funcionários públicos e privados (a redução do seu salário liquido para 2013, a meu ver, não é mais do que um “romper” de contratos!), então porque não “romper” com os contratos das PPP’s (e/ou renegociá-los a fundo!), essa “linda” herança, essencialmente Socratiana, justificado pela crise que vivemos e pela potencial falência do nosso País?

 

Parece que as “prima-donas” dos eleitos de Paulo Bento não querem ir ao Brasil?

Também que mais podemos esperar de uma equipa desequilibrada?

Tem um bom onze, falha o Meireles e o Coentrão e torna-se quase banal!

Estão a chegar as eleições no meu Glorioso SLB! Sinceramente, já me chateia a gestão do LFVieira e a falta de títulos que dai advém mas, não me parece existir uma clara melhoria com a eleição do Juiz.

Enfim, nada mais há a fazer senão esperar pelos resultados do acto eleitoral…

 

Despeço-me a muitos menos km do que aqueles com que o carro do anterior presidente da república foi “apanhado” na A8, fazendo votos para que a visita da Sra. Merkel possa servir para aconselhar alguém a fazer o mesmo que a mesma tenciona fazer na Alemanha, diminuir impostos e subir os salários! Com isto não quer dizer que se diminua a austeridade…

O Nostálico56


Quando se fala cada vez mais do envelhecimento da população e da sua redução no interior do país, onde se encontra o nosso concelho, descobri um e-mail enviado há uma década atrás para o então presidente da câmara que vou partilhar convosco:

“Estimado Sr. Presidente da Câmara Municipal de Monchique,

Sabendo que também é sua preocupação a diminuição da natalidade e o envelhecimento da população do nosso concelho, associado a escassez de oportunidades profissionais no interior do nosso Pais, venho por este meio sugerir-lhe algumas pequenas ideias:

  • Plantar uma árvore num dos jardins da vila, ou no Marmelete/Alferce, por cada bebé nascido/registado no concelho.
  • Aplicação da TARIFA FAMILIAR DA ÁGUA, idêntica à que vigora em alguns concelhos do Pais.
  • Escola profissional (com áreas que possibilitem a equivalência ao 12ºano).
  • Pólo universitário/politécnico ligado a cursos agro-florestais/ Turismo, etc.”

 

No entanto, e enquanto presidente da JSD de Monchique, já tinha proposto em meados da década de 90 a necessidade de existirem outras opções (incluindo nessa data a proposta de pressão sobre o ministério para a existência do 12ºano em Monchique, mesmo que apenas em uma ou duas áreas) para quem não queria, ou não podia, prosseguir os seus estudos em Portimão. Mas, perdeu-se o “timing”…

Aliás, já o tinha referido numa edição anterior do Nostálico.

Volto a este tema porque, na minha opinião, continua a ser um dos principais, senão o principal, problema do nosso concelho!

O que fazer para que o nosso concelho não seja num futuro próximo um local de idosos, como já sucede em tantas aldeias do interior de Portugal?

Talvez recuperando algumas das ideias do e-mail atrás exposto possa ser um principio…

 

Não podia escrever esta edição sem fazer a devida referência à “amiga” TSU (Taxa Social Única), uma medida contributiva para a segurança social, aplicada a trabalhadores e empresas!

Mas, antes, não posso deixar de relembrar que a redução da TSU está prevista no memorando de entendimento, assinado pelo anterior governo socialista, o mesmo que hipotecou exponencialmente o nosso futuro com políticas ruinosas, das quais as PPP são o mais claro exemplo.

Quer o governo Português (incluindo os anteriores ao referido, liderado pelo estudante de filosofia em Paris), quer as empresas públicas, quer os institutos públicos, quer os municípios onde claramente se endividaram, hipotecando o futuro das populações, deviam responder em tribunal por esses exemplos claros de incompetência!

Voltando à TSU, não existem dúvidas que o anúncio feito pelo 1ºministro foi infeliz. Não foi negociado previamente com os parceiros sociais, com quem tinha feito algo nunca pensado nestes últimos anos, o acordo de concertação social. Foi de uma insensibilidade social extrema, para não falar em injustiça social, e não teve o discernimento de explicar atempadamente as medidas cumulativas que posteriormente foram anunciadas pelo ministro das finanças, nomeadamente o aumento dos impostos sobre o capital e rendas.

Infelizmente, e pelos erros do passado, porque não é possível esquecer que sem o apoio da troika, não existiria capacidade do Estado Português em pagar salários e pensões num curtíssimo prazo, não existe outra alternativa à austeridade, até porque se existisse, alguém já a teria comunicado (mesmo que radicalmente, talvez a pensar na oposição interna vinda da CM de Lisboa, o líder da oposição, seguramente não o fez)!

Claro que é imperativo olhar para o crescimento económico, principalmente pelo aumento das exportações. Algo que até tem vindo a suceder, embora muito à custa da redução do consumo privado, consequência do decréscimo natural do poder de compra dos Portugueses.

Como a redução da TSU para as empresas é mesmo para avançar, e não concordando com ela pela existência de uma clara transferência dos custos do capital para os custos do trabalho, resultando nas manifestações obvias que tem sucedido por todo o País, então ela que seja aplicada às empresas produtoras de bens transaccionáveis, às empresas exportadoras, incluindo a possibilidade de isentar temporariamente de TSU as empresas que contratem novos empregados (uma forma de estimular o emprego), e a devolução dessa TSU ao Estado pelas empresas monopolistas, como a Galp, EDP, PT e outras.

Por último, tem de ser dirigida uma política económica forte, permitindo por exemplo reduzir impostos a empresas que reinvistam lucros (lamento, mas esta medida, como foi inicialmente anunciada, não irá beneficiar só a tesouraria de algumas empresas, também vai encher os bolsos de muitos “patos bravos” que ainda vão infestando o nosso mundo empresarial!).

Mas, não à custa dos trabalhadores!

 

Para quando uma reforma do Estado, sem medos, reduzindo o seu peso? Esta também tem de ser a prioridade do nosso governo, a par da referida politica económica que permita o crescimento económico e o aumento das exportações.

Caso se pense no IVA como alternativa, que se altere a taxa sobre a restauração e hotelaria! Não gostei do Allgarve, mas não podemos descurar o turismo e a sua importância para a economia Portuguesa. E, esta medida, foi não só lesiva para muitas empresas deste ramo, como também para a quebra das receitas fiscais verificada este ano.

    

Não posso terminar esta edição sem fazer uma referência ao futebol nacional. Depois de não querer vender abaixo da cláusula de rescisão de 100 milhões, posteriormente não aceitar vender por 50 milhões, o clube das Antas vendeu o herói de BD verde por 40 milhões? Depois, o resultado são intervenções cirúrgicas…

 

Despeço-me de todos à velocidade de uma manifestação pacífica pela exigência que temos todos de fazer ao Estado para combater a evasão fiscal e a economia paralela. Esta, sim, uma manifestação que nos ajudaria a todos…

O Nostálico55


Enfim, não tem piada escrever estas linhas depois de terminado um curto período de férias em Monchique…

O 1º festival do medronho (numa data um pouco imprópria, mas ainda assim uma boa novidade) e a XV feira do presunto realizados na “serração”, onde se diz ser o previsível local do ansiado pavilhão multiusos, à imagem de obras do passado, como o gimnodesportivo e as piscinas municipais, a chegar muito tarde!

As piscinas bem preenchidas, e uns banhos nas águas límpidas de Monchique sempre bem-vindos, e algumas noites de verão no largo dos chorões, a fazer lembrar o ponto de encontro de muitos jovens nos anos 80.

Monchique contínua igual, e melhor assim do que pior, embora me continue a fazer confusão a rotunda à entrada da vila, no Pé da Cruz, mas a esse respeito mais vale não me pronunciar, depois de constituída a comissão municipal que tratará deste tipo de assuntos…

E não posso deixar de referenciar o quanto foi bom reencontrar alguns dos agora quarentões, antes jogadores dos juniores do JDM, numa peladinha no “campo da bola”, aquando da realização do 2º encontro da Geração d’ Oiro de Monchique.

Aliás, por falar neste encontro e no JDM, devo fazer aqui um parêntesis para lamentar a o lapso no último “Nostálico” da falta de referências portistas em Monchique, no conjunto de amigos da referida geração. Amigo Paulo, obrigado! E, também pelo desafio lançado há alguns anos atrás aquando do “pré-projecto” da casa do Glorioso Benfica em Monchique, para uma maior dedicação ao nosso JDM. Pois, com muita honra aceitei participar na única lista para os cargos dirigentes do Monchiquense, fazendo os possíveis, dentro das minhas limitações logísticas, para contribuir de forma positiva para os sucessos do JDM.

Tal como já referi em anteriores edições, devo ao JDM todo o exercício físico realizado enquanto jovem, dada a ausência de outras alternativas à data.

 

A nível Nacional, voltou a 1ªLiga, com empates dos três grandes, inclusivamente do mau campeão do ano passado, a tal equipa do bairro das Antas dirigida por indivíduos que recebem árbitros em sua casa para tratar de problemas psicológicos. Tratamentos esses, muitas vezes realizados à custa de muita “fruta” gratuita, fornecida em algumas “mercearias” Portuenses.

Sobre o clube dos viscondes, prefiro falar no Natal…

Mas, sobre o meu clube, o clube de cerca de 2/3 da população Portuguesa, o maior clube Português de sempre, Sport Lisboa e Benfica, tenho de lamentar a parvoíce que se tem verificado ultimamente…

Mas que Jesus nos foi calhar? Uma equipa inicial sem um único Português, a dispensa para “rodar” do Nélson Oliveira (já o “grande” Rodrigo não precisa de rodar), a contratação do defesa esquerdo Luisinho (O Luis Martins anda pela B…) e a utilização nessa posição do médio ala Melgarejo, a falta de cabeça do Luisão (recorrente), a quantidade “anormal” de extremos (Para quê a contratação, no mesmo ano, do Sálvio e do Ola Jon?), a falta de alternativas na posição 6, e principalmente a boa noticia para o “burro branco” (Desaparecido o Álvaro Cunhal, ficamos com o JJ!) da criação da equipa B para rodar os jogadores jovens…

Assim, não restam dúvidas que, com o apoio claro de LFV, JJ pode dispor de carta-branca para “suspeitas” contratações, que servem claramente para futuras transferências e futuros “lucros”…

No ano passado apenas fui ao Estádio da Luz para ver o Benfica-Sporting, este ano nem na SportTv!

 

Na reentré politica dos principais partidos políticos do nosso País, constato infelizmente a notória falta de qualidade da maioria dos nossos políticos, em todos os quadrantes!

Existem qualificações que não se compram, experiências profissionais inexistentes na maioria dos nossos deputados, membros do governo e até nas camaras municipais!

Tal como a nível religioso existem os ateus, embora eu continue a ser um católico convicto, a nível político começo a viver no limiar do “ateísmo”, dada a constatação de tantas decepções, tantas decisões mal tomadas, poucos exemplos de boa gestão dos serviços públicos, enfim, como dizia o “outro”:

- Qualquer dia emigro! Tanto mal que fizeram ao nosso País…

 

Despeço-me a velocidade muito reduzida, nem a 80km/hora, devido a outra questão turva como é o preço dos combustíveis.

O Nostálico54


Antes de mais, escrevo estas linhas com o chamado “coração nas mãos” depois das imagens Dantescas que se podem ver na televisão, registadas na ilha da Madeira e um pouco por todo o País, principalmente no algarve, mais precisamente na zona de Tavira, fazendo fé para que rapidamente possam ser controlados todos estes incêndios, e também que na minha terra se possa passar um verão descansado. O meu bem-haja a todos os bombeiros, os soldados da paz e da nossa protecção.

 

Por falar em bombeiros, um dos objectivos da realização do 2º almoço da geração d’Oiro de Monchique, será o da angariação de fundos para os bombeiros voluntários de Monchique.

Pois é, a pedido de várias famílias, realizar-se-á no próximo dia 11 de Agosto o almoço da Geração d’Oiro de Monchique (rapazes e raparigas nascidos entre os anos de 1969/70 e os anos de 1975/76), no restaurante “O Fernando”.

Depois do sucesso registado no ano transacto, este ano vão surgir diversas novidades, porque além do jogo de futebol entre as velhas guardas dos juniores do JDM, também serão entregues “prémios nostálicos” relativos a elementos e/ou momentos de destaque desta geração nos anos 80, e culminará com um encontro com música e dj’s desta geração no Barlefante.

Ainda foi pensado um “baile à antiga” mas, por diversas razões, tal não foi possível.

Obviamente que o mais importante deste evento será o reencontro entre velhos amigos de infância, as habituais recordações do passado e a confraternização entre todos os participantes.

Muito provavelmente existirá pouco tempo para se falar das licenciaturas do Sócrates e do Relvas, e da época de futebol do Benfica e do Sporting (não me recordo agora se existe algum membro desta geração adepto do clube das Antas), e ainda bem!

 

Assim, além do habitual desejo que a realização do I Festival do Medronho e da XV Feira do Presunto em Monchique seja um efectivo sucesso, e que possa trazer muitos visitantes ao nosso concelho, despeço-me a alguns km de velocidade geracionista d’Oiro, com a natural ansiedade de mais umas (poucas) semanas de férias no algarve, principalmente e naturalmente em Monchique.

O Nostálico53


Terminei o último Nostálico fazendo referência à cidade de Lviv na Ucrânia, e aos jogos de Portugal no Euro2012 contra a Alemanha e Dinamarca.

Tal como sucedeu aquando das presenças no Euro2008 na Suiça e no Mundial2010 na África do Sul, resolvi partilhar convosco as experiências vividas nos dois países do antigo pacto de Varsóvia, Polónia e Ucrânia.

 

Resolvemos deslocarmos para o Euro2012 via Polónia, no caso Varsóvia, e dai partimos de imediato para a Ucrânia, num táxi que nos levou à localidade de Tomaszow Lubelski, junto à fronteira.

Chegados à referida localidade, depois de passarmos por alguns supermercados da “Jerónimo Martins”, e de uma série de obras com a sigla “Mota/Engil”, jantamos num local cheio de polacos que assistiam ao 1ºjogo da sua seleção, contra a seleção que mais más recordações nos deixa, a Grécia, esperando pelo autocarro que nos levaria para Lviv.

De imediato, pela presença de cachecóis e camisolas de Portugal, despertamos a curiosidade dos locais, e entre fotos e trocas de cachecóis, terminamos a noite numa festa polaca, que teve de ser interrompida para apanharmos o autocarro.

Passar a fronteira entre a Polónia e a Ucrânia foi um momento muito caricato, porque fez-nos lembra o teledisco “Nikita” do Elton John lançado nos anos 80…

 

Chegados a Lviv, deparamo-nos com uma cidade tipicamente de leste nos seus subúrbios, mas apresentando no seu centro histórico muitas semelhanças com uma qualquer cidade histórica alemã ou do norte de Itália. A praça Rinok, o edifício da ópera, os soberbos edifícios, as ruas estreitas de calçada e inúmeras esplanadas espalhadas pelo centro, para não falar dos seus eléctricos tipicamente russos, fazem desta cidade a capital da cultura ucraniana.

 

A cidade estava cheia de alemães, mas os Portugueses também estavam em grande número, e mais uma vez se provou que este ambiente de fases finais de futebol resulta numa grande festa em qualquer parte do mundo.

Em Lviv, sofremos imenso com a derrota de Portugal diante dos alemães, mas foi curioso verificar a surpresa e o respeito dos alemães face ao bom jogo realizado pela Nossa Seleção.

Também se verificou a organização algo atabalhoada dos ucranianos nos dias dos jogos, pela distância enorme que os adeptos tiveram de fazer a pé para chegar ao estádio.

 

Entre o jogo contra a Alemanha e o jogo contra a Dinamarca devo destacar a noite do 1ºjogo da Ucrânia contra a Suécia, que assistimos no “Stargorod”, a cervejaria mais típica da cidade, e que resultou numa festa Ucraniana/Portuguesa. Para além da tentativa de esconder-me atrás dos postes para evitar o vodka que os ucranianos devoravam após a vitória da sua seleção, foi interessante verificar que poucos povos como o nosso fariam daquele momento uma confraternização tão especial, aliás verificado “in loco” pelos jornalistas da SIC.

 

Ganhamos, com muito custo, à Dinamarca, e nessa noite despedimo-nos de Lviv, fazendo o regresso a Varsóvia de Comboio.

 

Varsóvia é uma cidade que poucas semelhanças tem com o leste europeu, com excepção feita à torre imponente oferecida por Estaline ao povo polaco.

Gostamos particularmente do seu centro histórico junto ao rio Wisla, com praças enormes cheias de esplanadas, e onde ainda se “sente” a presença do Papa João Paulo II nas capelas localizadas nas ruas do referido centro.

 

Sobre o restante percurso da Nossa Seleção neste Euro, espero que hoje mandemos a Républica Checa para casa, e que a França surpreenda os “espanholitos”, para a ansiada vingança de 2000 e 2006, quando os “franciús” nos afastaram da final!

 

Despeço-me à velocidade necessária para que o Ronaldo e seus pares nos possam dar uma alegria neste Europeu de futebol.

E, como os ucranianos diziam, “Dyakuyu Lviv”, deixando um particular cumprimento para os meus companheiros de viagem, Miguel Magalhães, Rui Afonso e Diogo Freire: “Borsch meus caros!”